Marco Túlio Aguzzoli

Natural de Brasília e estabelecido em Carlos Barbosa desde 1989, Marco Túlio é formado em Direito pela UNISINOS e pós-graduado em Direito Processual pela UCS. Sócio fundador da Aguzzoli, Baú e Meneguzzi Advocacia, possui vasta experiência em Direito Empresarial, Direito Civil e Direito Público, assessorando empresas e Municípios da região serrana. Atualmente é vice-presidente da OAB subseção Garibaldi/Carlos Barbosa.

O meu voto de Boas Festas antes do Fim do Mundo!

29/12/2016 - Fonte: Portal Adesso

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     Todo mês de dezembro ocorre o mesmo fenômeno: pessoas estressadas buscando resolver as pendências de todo o ano antes de 31 de dezembro. E este verdadeiro frenesi gera uma reação em cadeia, de modo que todos nós acabamos envoltos nesta maré.

     Parece que o mundo vai acabar ali, às 23:59 do dia 31/12.

     Então, partindo da premissa de que estamos a aproximadamente dois dias do fim do mundo, qual seria o legado que nós, humanos, deixaremos?

     Honestamente, acho que pouca coisa nos orgulha do que foi construído desde a Revolução Industrial. Ou melhor escrevendo, podemos nos vangloriar do crescimento intelectual que tivemos neste período de pouco mais de 200 anos. Em apenas dois séculos fizemos muito mais do que em milhares e milhares de anos de existência dos humanos. No entanto, há muito que se envergonhar com o retrato da sociedade atual, no que diz respeito a construção de seus princípios éticos e morais desde então.

     Pode ser que desvios comportamentais já existissem naquele período, ou existam desde sempre, mas sem sombra de dúvidas isto se disseminou nos últimos séculos como uma peste.

     Afinal, não pode ser normal desviar dinheiro público, em proveito próprio, prejudicando milhares de pessoas que não têm o que comer ou onde morar. Não é crível que um homem invada uma escola e tire a vida de 30 pessoas, dentre as quais muitas crianças em tenra idade, por estar insatisfeito ou incomodado com algo. Não é tolerável que grupos de torcidas organizadas briguem uma contra a outra pelo simples fato de um não defender a mesma bandeira do outro. Não se mostra correto estacionar o carro em vaga deficiente (mesmo que por “um minutinho”) e nem mesmo deixar de ceder a própria cadeira para um idoso sentar. Não é normal deixar no armário roupas que não usamos há muito tempo enquanto muitas pessoas não têm o que vestir. Não é admissível beber e dirigir. Não é possível corromper um fiscal de trânsito que quer aplicar uma multa por estarmos agindo em desconformidade com a lei. Não é aceitável furar a fila e fingir não perceber.

     Não, não é! Aliás, não é e nunca vai ser.

     Ora, não somos melhores por darmos um “jeitinho” nas coisas. Quem “dá jeitinho” sabe que fez a coisa errada e, agindo desta forma, apenas alimenta o sistema de uma sociedade falida de princípios. Aliás, esta sociedade torta começou em nossas próprias casas. E é justamente do nosso lar que deve ser iniciada a mudança, pois ali se encontra a menor e mais importante célula social.

     Confesso que só consigo visualizar uma sociedade evoluída quando ao lado e na mesma velocidade do intelecto evolui a consciência fraterna, aquela que vê no respeito ao próximo o maior e mais valoroso bem que podemos construir e deixar como legado.

     E se o que realmente nos difere dos demais animais é a capacidade de raciocínio, acredito que seja passada a hora de usar a inteligência também para construir uma sociedade melhor e mais fraterna.

     Enfim, finalizo deixando um questionamento: qual o mundo que queremos e está por vir em 2017? Qual a herança que cada um de nós quer deixar para as novas gerações?

     Modifique-se. Reinvente-se. Saia do ostracismo. Faça a sua própria história ser modelo para as próximas gerações. Assim, não deixaremos o mundo realmente acabar, paulatinamente.

     Este é o meu recado de final de ano para vocês, leitores. Antecipo meus votos de Boas Festas para todos, pois estarei saindo nos próximos dias para umas merecidas férias.

 

     Abraços a todos!

 

 

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