Marco Túlio Aguzzoli

Natural de Brasília e estabelecido em Carlos Barbosa desde 1989, Marco Túlio é formado em Direito pela UNISINOS e pós-graduado em Direito Processual pela UCS. Sócio fundador da Aguzzoli, Baú e Meneguzzi Advocacia, possui vasta experiência em Direito Empresarial, Direito Civil e Direito Público, assessorando empresas e Municípios da região serrana. Atualmente é vice-presidente da OAB subseção Garibaldi/Carlos Barbosa.

Lute pela Liberdade do individuo para conquistar a Igualdade

20/02/2017 - Fonte: Portal Adesso

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     Vivemos tempos estranhos, sem dúvida.

     Tempos em que é preciso pensar muito antes de se posicionar sobre qualquer assunto. Não que não se possa expressar a própria opinião, mas a liberdade de expressão tem sido objeto de constante repressão.

     É que a ‘patrulha do politicamente correto’ ou, como estão sendo denominados atualmente, os ‘guerreiros da justiça social’ (Social Justice Warrior) estão sempre ali, à espreita, esperando a melhor oportunidade para atacar. Muitas vezes com razão, outras vezes se contradizendo. Mas estão ali querendo defender determinados grupos a qualquer custo, mesmo que, às vezes, contra a vontade destes próprios grupos que dizem defender.

     E coitados daqueles que não pensam da mesma forma que os social justice warrior: sofrerão um processo de inquisição pública e serão sumariamente condenados à forca ou à fogueira digital.

     Eu, confesso, tenho certa restrição em defender grupos, ainda que minoritários. É que ao defender coletividades, ainda que em suas menores partes, entendo que estamos retirando do indivíduo – que faz parte deste pequeno grupo social – o direito à própria opinião e o direito de dispor sobre a sua própria vida.

     Por exemplo: a patrulha do politicamente correto defende, com unhas e dentes, aquele lema bem conhecido para as mulheres (“meu corpo, minhas regras”), mas se a mulher, titular de seu corpo, define como regra que quer ser bela, recatada e do lar, isto é errado – quase uma heresia.

     Da mesma forma com os negros: para sua inserção em universidade foi criada a “cota racial”, mas quando surge algum negro que se posiciona contrário ao sistema de cotas, os guerreiros da justiça social estão lá para criticar o negro.

     A crítica que faço é justamente esta: ora, o empoderamento feminino ou a criação de privilégios aos negros com o intuito de diminuir diferenças históricas e reparar o nosso passado sombrio como sociedade não serve justamente para dar aos mesmos o direito de exprimir suas próprias vontades e alcançar direitos? Então, por qual razão estamos criticando a liberdade individual de escolha das mulheres e dos negros? Isto não significa negar o próprio direito do negro ou da mulher em escolher o que é melhor para si?

     É por isso que concordo com Ayn Rand, quando ela assim se posicionou: “A menor minoria na Terra é o indivíduo. Aqueles que negam os direitos individuais não podem se dizer defensores das minorias”. Com efeito, se for para defender liberdades, não defenda a de grupos específicos, mas sim a do próprio indivíduo.Levantar bandeiras por grupos específicos é mero proselitismo político e ideológico que só tem servido para criar dissensões e estimular o ódio entre os grupos. É o que mais temos visto nas redes sociais e, também, no nosso cotidiano.

     O que devemos fazer é, verdadeiramente, defender a liberdade do individuou, o que, em última análise, significa defender a própria igualdade existente entre todos os seres humanos. Afinal, entendo que ninguém melhor do que a própria pessoa para escolher o que é melhor para si.

     Pensar em contrário significa retirar do indivíduo a própria liberdade de agir, o que é inaceitável.

 

 

 

 

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