Comportamento

Semanalmente, um psicólogo associado da Ser-PSI escreve abordando um tema relevante. A Ser-PSI, é uma associação formada por profissionais e estudantes de psicologia, das cidades de Carlos Barbosa e Garibaldi. Fundada em 2008, o grupo atua na integração dos profissionais, promovendo estudo e pesquisa, além de voltar-se à integração com estudantes e a comunidade.

A parentalidade no século XXI

05/12/2017 - Fonte: Portal Adesso

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     Nos dias 20 e 21 de outubro estive participando da XXXVIII Jornada anual do CEAPIA- Centro de Estudos, Atendimento e Pesquisa da Infância e da Adolescência, intitulada Parentalidade: Encontros e Desencontros, cujo tema considero de extrema importância.

     A seguir descrevo algumas das ideias do que foi discutido e apresentado por importantes estudiosos sobre o referido assunto.

     Por muito tempo nos referíamos à paternidade e maternidade daqueles que geravam, criavam e educavam as crianças.

     No século XXI de acordo com as novas configurações familiares nos referimos à parentalidade, dos que exercem as funções de mãe e pai para com a criança.

     Então podemos nos perguntar: como ajudar os pais a desenvolveram sua parentalidade?

     Haim, médico psiquiatra, que atua em Israel, desenvolveu o método da Presença Parental. Esse método traduz para criança que os pais estão ali. As crianças sentem que tem pais. “ Eu sou teu pai. Eu sou tua mãe. Eu estou aqui. Você não pode me descartar.”
Autor do livro: Autoridade sem violência, Haim coloca a necessidade dos pais de recuperarem a sua voz, a sua influência e a sua função. Desse modo faz-se necessário manifestar e aumentar a presença dos pais.

     Nesse sentido parece pertinente que não somente a qualidade do tempo destinado ao filho seja importante, mas a quantidade. Encontramos pais e filhos conectados nas mídias sociais, mas não conectados entre si... e não conectados com o seu emocional.

     Crianças mostram-se pseudo-autônomas, repletas de sintomas, hiperconectadas em seu aparelhos, mas pouco conectadas com seu mundo interno, com suas emoções. Algumas crianças passam a acreditar mais naquilo que as redes sociais dizem do que no que sua mãe lhe diz.

     Vivemos em estado de alerta, pois uma ansiedade constante nos invade uma vez que a qualquer momento podemos receber mensagens num espaço público ou privado. O pânico e a confusão se instalam, quando conteúdos que são a nível do que é privado são expostos em redes sociais.

     Aumenta, portanto a necessidade da presença da família, também para ajudar a conter as ansiedades confusionais da criança e do adolescente, que tem se intensificado nos últimos tempos. Ajudá-los a se organizarem diante dos estímulos e das demandas da atualidade.

     Há uma urgência para que os pais venham a desenvolver uma nova autoridade, preencher uma função que aqui chamarei de função Âncora...os pais se ancorando entre si e oferecendo aos filhos um ponto que dá segurança.

     Nós profissionais da área da Psicologia e áreas afins podemos estar aliados aos pais em busca do desenvolvimento da função de Âncora. Função essa que tem como objetivo proporcionar um relacionamento mais estável, em que a criança e o adolescente possam exercer a sua subjetividade de forma plena e feliz.

 

 

Rosemeri Sartori
CRP 07/05416
Psicóloga Clínica
Ser-Psi – Associação dos Psicólogos
De Garibaldi e Carlos Barbosa

 

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