Daniel Carniel

Natural de Garibaldi, Daniel Carniel é formado em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo, e tem experiência em Rádio, TV, Jornal, e Assessoria de Imprensa. Iniciou a carreira na Rádio Planalto AM de Passo Fundo e atuou no Jornal Novo Tempo de Garibaldi, TV Record, e nas rádios Guaíba e Gaúcha de Porto Alegre. Acadêmico de Direito na Escola Superior do Ministério Público integrou a assessoria de imprensa do vice-governador do Rio Grande do Sul entre 2011 e 2014. Atualmente é sócio proprietário da Diffusione Comunicação,empresa que tem sede em Garibaldi RS

Política Atual, um verdadeiro balcão de negócios

28/01/2016 - Fonte: Portal Adesso

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     Por não estar filiado em nenhum partido político e muito menos fazer parte de qualquer agremiação partidária, posso aqui me manifestar sobre o mundo político com total isenção. Além disso, por ter vivido neste ambiente como assessor e candidato a deputado estadual, acredito que tenho certa propriedade para falar de como funciona os dois lados da moeda.

     Desde criança gosto de política, com seis ou sete anos colecionava santinho de candidatos e como todo menino daquela época sonhava em ser um grande líder e mudar minha cidade, algo normal para uma criança que vivia no período pós ditadura e ficava admirado com as Eleições Diretas em 1989 mesmo sem ter muita noção do que estava acontecendo.

     Sem internet, celular ou tablet, nossos brinquedos eram outros, e o convívio na comunidade totalmente diferente. A bicicleta, a bola de futebol e o carrinho de rolimã, chamado aqui de “Carrinho de Lomba” era nossa diversão.

     Naquele período existiam grande líderes e a maioria das pessoas não ficava em cima do muro, tinha lado. Ou era de Direita ou de Esquerda, gostava do partido A ou defendia o partido B. Políticos eram preparados e os grandes líderes eram exímios oradores. Mesmo não concordando com quem estava do outro lado, os opositores respeitavam a qualidade do adversário.

     Recordei tudo isso para refletir, lamentar e entristecer com o período em que vivemos hoje. Não só em Garibaldi, mas em toda a região não temos um líder sequer. Em Carlos Barbosa por exemplo, um mesmo político está no comando do município pela quarta vez, em Garibaldi pela terceira. Eles fazem um bom trabalho? Não estou aqui para julgar, mas independente do trabalho que fazem não é salutar para uma democracia um mesmo político permanecer 16 anos no poder. A ditadura militar durou quase o mesmo período.

     Quanto a política, nos tempos atuais, as pessoas em geral querem ficar longe e sequer cogitam participar de uma agremiação. Nenhuma criança almeja ser um político como almejávamos ser um Leonel Brizola, um Juscelino. Ser político hoje é sinônimo de fazer a coisa errada, ludibriar e ser corrupto.

     Pudera, com alguma exceção, a maioria dos que estão na política hoje pouco está preocupada com a melhoria da sua cidade, Estado e país. O que a grande parte quer é arrumar um carguinho, empreguinho “tetinha” e fazer de tudo para permanecer neste ambiente, não importando se para isso seja necessário mudar sua posição que há anos defendia, ter que abraçar seu adversário que era alvo de muitas críticas e concordar com as coisas que até então eram consideradas absurdas.

     O que dói é saber que este quadro dificilmente mudará. A comunidade do lado de cá vai continuar solicitando vários pleitos e do outro lado, vão permanecer dizendo que não conseguem fazer devido à falta de recursos ou outros argumentos. Quem tem esperança continuará firme com seu desejo, quem já viveu os dois lados sabe que dificilmente haverá inversão destas práticas em curto espaço de tempo.

 

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