Daniel Carniel

Natural de Garibaldi, Daniel Carniel é formado em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo, e tem experiência em Rádio, TV, Jornal, e Assessoria de Imprensa. Iniciou a carreira na Rádio Planalto AM de Passo Fundo e atuou no Jornal Novo Tempo de Garibaldi, TV Record, e nas rádios Guaíba e Gaúcha de Porto Alegre. Acadêmico de Direito na Escola Superior do Ministério Público integrou a assessoria de imprensa do vice-governador do Rio Grande do Sul entre 2011 e 2014. Atualmente é sócio proprietário da Diffusione Comunicação,empresa que tem sede em Garibaldi RS

Novas promessas, os mesmos rostos e práticas

29/08/2016 - Fonte: Portal Adesso

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     Nada mudou. Apesar de existir uma nova legislação eleitoral e o país estar caminhando pela beira do abismo, o início da campanha de 2016 mostra que na prática pouco ou quase nada tem mudado em relação à política. Os personagens que buscam votos no geral são os mesmos, o pensamento e a prática dos eleitores permanecem iguais.

     Caminhando pelas ruas, conversando e ouvindo grupos de amigos o que se percebe é que após outubro, um novo país e uma nova cidade vão surgir. Aquele ligado ao partido A, defende com unhas e dentes seu candidato, o que tem paixão pelo partido B, estufa o peito e diz que seu representante é o melhor. Porém, com exceção de alguns casos, tanto no grupo A, quanto no grupo B, a maioria dos concorrentes são os mesmos, ou seja, velhos conhecidos da comunidade que buscam novamente ou em outro patamar, representa-la.

     Tirando a euforia daqueles que possuem ligação com alguma sigla e que realmente acreditam neste novo mundo, no geral, as pessoas não demostram ter alguma esperança, pois nos últimos tempos, a classe política não tem dado nenhum exemplo de que precisamos primar pelo planejamento, conhecimento e austeridade para alcançarmos o desenvolvimento.

     Personagens utilizando do humor são a atração do circo, e alavancam a proporcionalidade dos votos para seu grupo. Já aqueles que possuem conhecimento e ideais, nem sempre são percebidos pela massa, que adora rir e principalmente falar mal da classe política.

     Estes que debocham e mudam de posição conforme o vento, são os mais suscetíveis a aceitar alguns benefícios em prol do apoio que só Deus sabe para quem realmente vai.

     No geral, o que se percebe é de que pessoas com grande conhecimento e valia para realmente com suas ideias e práticas transformar a atual realidade não se envolvem ou querem participar de nenhuma disputa, restando aos “de sempre” fazer este papel. O resultado desse pouco envolvimento é visto na saúde pública, segurança, educação etc.

     Não adianta reclamarmos deste ou daquele, se na hora de fazer a diferença passamos adiante a responsabilidade. Se esta mentalidade persistir, nossas futuras gerações, sem culpa, pagarão a conta de nossa pouca coragem.

     Quanto aos eleitores, temos escutado os mais variados, desde aqueles conscientes, quanto aos que buscam algo em troca. O que mais espanta, é a falta de conhecimento político de ambos que as vezes não enxergam pequenos detalhes.

     Por isso, digo que tudo continua a mesma coisa. Ou A ou B, pouco teremos a comemorar no futuro.

     Tomara que sejamos surpreendidos!

 

 

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