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#AtitudePositiva

Vox Populi
03/07/2019 Portal Adesso

     Tenho “printado” da tela do meu celular e do meu computador algumas manifestações de pessoas comuns - anônimos, que não trabalham com comunicação e não são nem um pouco famosas -, insatisfeitas com a qualidade da abordagem de certas coberturas da mídia. Faço isso para comprovar, em minhas palestras e oficinas, de que a chamada “voz do povo” está mandando recados evidentes e bem endereçados. Não são poucas vezes que leio nas redes sociais reações até mesmo intempestivas de gente reclamando que só vê notícia ruim em tal canal de TV, que aquele ou outro jornal “se torcer sai sangue” e que está cansado dessa metralhadora enfastiante e diária em nossas mentes. Recentemente, no Twitter, um cidadão falou que “quando a notícia é negativa, a emissora fazia uma abordagem negativa. Se a notícia fosse positiva, a abordagem também era negativa”.

     Neste mês de maio a Universidade da Califórnia divulgou um novo estudo sobre o efeito dos conteúdos midiáticos sobre tragédias, desastres e violência em geral sobre as pessoas. A conclusão, embora óbvia, aponta que quanto o maior o número de notícias ruins o leitor, ouvinte ou espectador consumir, maior a tendência à tristeza, preocupação, depressão e ao desejo inconsciente de querer absorver mais informações negativas. A pesquisa foi realizada nos Estados Unidos, e considerou uma amostra de 4165 voluntários.O que chama à atenção é que foi a primeira vez que a análise feita por especialistas surgiu de uma observação a longo prazo: segundo a psicóloga Rebecca Thompson, “nosso estudo é único porque é o primeiro a demonstrar o padrão resultante da exposição repetitiva a eventos de violência em massa, e o estresse que isso causa”. Os cientistas da UCI acompanharam a ocorrência de diversos eventos na mídia e monitoraram o completamente de uma grande parcela da população por vários anos.

     Como vimos, o debate sobre a transformação na mídia, para que seja valorizada uma quantidade maior de iniciativas positivas da sociedade, já transcende a pauta rotineira. Não só os cidadãos consumidores de informação já impõem suas necessidades como até mesmo as áreas científicas começam a estudar o assunto. Quando é que será que os meios de comunicação vão ouvir mensagens críticas e recorrentes de seus próprios clientes?

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Renato Martins

Renato Martins

Jornalista, palestrante, consultor e professor, formado em comunicação social e com MBA em Gestão estratégica de Negócios, Renato Martins completa neste ano de 2019 seus 35 anos de carreira. Ele atuou no Grupo Bandeirantes por 16 anos, onde foi diretor de jornalismo, apresentador e comentarista em todos os veículos da emissora. Seu currículo inclui ainda 12 anos no Grupo RBS, onde passou pela Rádio Gaúcha, CBN, Rádio Atlântida, TVCOM e RBS TV. Atuou por duas vezes na TVE e FM Cultura, da extinta Fundação Piratini, como apresentador, comentarista, repórter e coordenador de jornalismo, além de passagens por revistas e jornais, como o Jornal do Comércio e Metro. Na área da gestão pública, Renato tem experiência em campanhas eleitorais, programas institucionais e mais recente ocupou o cargo de diretor de Comunicação da Prefeitura de Gramado. Desde 2014 se dedica a palestras e cursos de comunicação positiva, sua especialidade como consultor, ajudando organizações a trabalharem melhor a produção de notícias boas interna e internamente. Lecionou na ESPM e Uniritter. Atualmente é professor na UCS Caxias e Canela, e apresentador e comentarista na rádio Clube FM, de Canela e colunista do jornal Bem Estar. Fundador e curador dos movimentos multiplataforma #CenadeCinema e #AtitudePositiva. Site oficial: https://renatomartinsprofi.wixsite.com/palestras
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