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Os Motoristas e o Trânsito

04/05/2022
Portal Adesso

Aos internautas-leitores, salve!

     Duas breves considerações iniciais! 

     Primeiro, um agradecimento ao Daniel Carniel e ao Bruno Restelatto, diretores do Portal Adesso e do Canal de Televisão ADESSO TV, por me tornarem colunista aqui. Admitam, eles são corajosos.

     Segundo, me apresentar, além do nome e da foto que vocês já viram. Sou um jornalista-radialista com mais de 40 anos de estrada, sujeito intermunicipal que há dois anos e meio mora em Bento Gonçalves. Pai de um casal de filhos, avô de três netos, e tenho quatro gatos em casa. Sobre estar radicado na Serra, confesso, ainda estou aprendendo a viver a região que, aliás, é linda sob todos os aspectos. 

     Nesta minha primeira coluna vou abordar um assunto que me incomoda muito, trânsito. Já dirigi muito em grandes cidades como Porto Alegre, São Paulo, Montevidéu, Curitiba e confesso: por mais caótico que seja o trânsito nestas metrópoles, ainda é melhor do que dirigir em certas cidades da Serra Gaúcha.

     Sem generalizar, o motorista de Bento, Garibaldi, Farroupilha, Caxias do Sul, é muito ruim de volante, mal-educado e um infrator contumaz. Costumo brincar dizendo que se colocar todos os motoristas de uma destas cidades para dirigir em Porto Alegre, metade não volta para casa. Repito: sem generalizações.

     Problema é a absoluta falta de empatia. Custa ser cortês? Custa ligar o pisca? Custa dar o lado quando atrás está alguém com alerta ligado, indicando pressa? Custa parar na faixa de pedestre para uma pessoa cruzar a rua? Custa dar sinal de luz para que o motorista que quer estacionar possa realizar a manobra? São muitas situações...

     Outro problema é a total falta de respeito às regras do trânsito. Cruzar o sinal vermelho, fazer a conversão proibida, andar na contramão da via, parar em fila dupla, dirigir falando ao celular (meu Deus, isso é muito comum), não ligar os faróis à noite, buzinar em locais proibidos ou como forma de xingamento a outro motorista... 

     Sobre a falta de empatia, não há multa que possa resolver a situação. É falta de caráter, mesmo!

     Quanto à falta de respeito, é preciso mexer na parte do corpo humano em que a pessoa mais sente dor, o bolso. Para corrigir estas falhas é que foi instituída a multa de trânsito. Mas, daí, faltam agentes fiscalizadores, e muitos governantes municipais nem os querem ter, muito menos espalhados pela cidade lavrando multas a rodo, pois isso lhes tira votos nas próximas eleições.

     Como diria um amigo meu, esta equação é a mesma coisa que a “pergunta que vale um milhão”. O que fazer para melhorar o trânsito das nossas cidades? Particularmente, se me fosse dada atribuição para tentar - ao menos tentar! - solucionar, eu começaria por fortes campanhas educativas. Nas escolas, nos cruzamentos mais movimentados, com pedágios de orientação.

     São ações que, neste tempo em que dirijo na região, não vi em lugar algum. Parece que há muito pouca vontade por parte das autoridades em mexer neste tema, de vital importância para quem necessita enfrentar o trânsito diariamente, principalmente como motorista. E esta inércia governamental contribui em uma só direção, um caos cada vez mais frenético e alucinante e estressante.

     Até quando?

     Por hoje era isso. Até a próxima, caríssimos e caríssimas!


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