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IPI e a alíquota de 10%?

19/10/2015 Portal Adesso

     O nosso estimado governo federal publicou no último dia do mês de agosto, em edição extraordinária do "Diário Oficial da União", um novo modelo de tributação para vinhos, espumantes, uísques, cachaças e outros destilados, com aplicação a partir de primeiro de dezembro deste ano.

     A medida vai gerar arrecadação extra de R$ 1 bilhão em 2016 (mais dinheiro para os cofres públicos e menos dinheiro circulando na economia), de acordo com a Receita Federal. Ela faz parte de uma séria de ações do governo para ter mais receita e equilibrar as contas públicas, que devem fechar no vermelho em 2016 (que novidade essa né? - Mas é incrível, como um país que esta no topo das arrecadações em impostos no mundo, possa fechar no vermelho???) 

     O Fisco observou que o mercado é livre e que o repasse da alta da tributação para os preços depende dos produtores e revendedores. "eles estão de sacanagem né? se somarmos todos os impostos do vinho e outras bebidas alcoólica (exceto cerveja) ultrapassam os 50%"
Pelo modelo anterior, as chamadas "bebidas quentes" eram classificadas dentro de uma tabela, que variava de "A" a "Z", de acordo com o volume e seu preço, e sobre essas "classes" eram aplicadas as alíquotas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Neste regime, que vigora até o fim de novembro, há um teto de tributação, que varia de R$ 0,14 a R$ 17,38 para cada produto.

     Com o novo modelo, será cobrada uma alíquota dependendo do tipo da bebida e não haverá mais teto.

Vinho terá alíquota de 10%


Exemplo:

Um vinho nacional de R$ 30,00 pagará R$ 0,78 de IPI até o fim de novembro. A partir de dezembro, serão cobrados R$ 3,00.
Os vinhos importados, por sua vez, pagam um teto de R$ 0,73 para valores de até US$ 70 (grande maioria dos produtos).

     Depois de dezembro, passarão a pagar também 10% de IPI.
Minha opinião e também da maioria dos brasileiros, cansado de pagar impostos, é:


A solução é alugar o Brasil!! A medida visa como única instância a arrecadação (serão mais de 1 bi para os cofres públicos), pois entra vinho, destilado, cachaça ... e CERVEJA? essa não entra, pois no Brasil a "ceva" é classificada e assim, tributada como bebida não alcoólica, ai pode!? Contrapartida? Sim, cai o selo fiscal, mas ta me parecendo uma medida similar a CPMF, porém esta medida já vem com um aumento no imposto logo de cara....

Esse é o meu, o nosso país!

 

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