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Invasão de calçadas no Centro gera transtornos e revela falta de fiscalização

Produtos expostos por comerciantes dificultam passagem de pedestres e desrespeitam a legislação
16/07/2025 Em Garibaldi
Portal Adesso - Fotos: Luciano Eduardo / ADESSO TV
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     Quem caminha pelas ruas centrais de Garibaldi tem enfrentado um obstáculo além do esperado: a ocupação irregular das calçadas por comerciantes locais. Móveis, eletrodomésticos e outros produtos têm sido expostos fora das lojas, obstruindo a passagem de pedestres e atrapalhando a mobilidade urbana.

     A prática, recorrente especialmente nas principais vias do centro, como a Rua Jacob Ely, contraria o Código de Posturas do município, que proíbe a utilização de passeios públicos para fins comerciais. Mesmo assim, a falta de fiscalização tem permitido a continuidade do problema, que já foi alvo de denúncias em anos anteriores.

     Em 2021, uma reportagem do PORTAL ADESSO flagrou o mesmo tipo de irregularidade, com calçadas tomadas por sofás e geladeiras. Já em 2022, moradores voltaram a reclamar da ausência de fiscalização no uso do espaço público. A prefeitura, na época, reconheceu que a atuação era feita apenas mediante denúncias, sem planejamento preventivo. Moradores relatam que a situação se agravou nos últimos meses. "A gente tem que desviar dos móveis e caminhar pela rua, o que é perigoso, principalmente para idosos e cadeirantes", comentou uma moradora que preferiu não se identificar.

     Enquanto isso, outras cidades do Estado adotaram medidas mais firmes. Em Porto Alegre, por exemplo, a “Operação Calçada Livre” realiza blitzes regulares, aplica multas e retira mercadorias irregulares das vias públicas. Lá, fiscais atuam em conjunto com a Guarda Municipal e utilizam câmeras de monitoramento para flagrar irregularidades.

     Em Garibaldi, a população cobra mais atenção do poder público. "O espaço é do pedestre, não pode ser tratado como extensão da loja. A prefeitura precisa agir com firmeza", destacou outro comerciante que segue as normas e sente-se prejudicado pela concorrência desleal.

     Até o momento, não há registro de novas ações preventivas por parte da administração municipal. O espaço segue aberto para manifestação da Secretaria de Fiscalização ou da Prefeitura de Garibaldi.



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