Cartório de Registros de Garibaldi faturou quase R$ 8 milhões em 2024
Se você acha caro pagar por uma certidão ou reconhecer firma, saiba que esses serviços movimentam cifras milionárias. Enquanto muitas empresas locais lutam para fechar as contas, o cartório da cidade segue batendo recordes.
O Cartório de Serviço de Registros Públicos e Protesto de Títulos de Garibaldi, localizado na Rua João Pessoa, 508, no Centro, fechou 2024 com um faturamento bruto de R$ 7.813.853,9. E o ano de 2025 nem chegou na metade quando o caixa já está cheio: de 1º de janeiro a 30 de junho, a receita bateu R$ 3.810.350,18, evidenciando a expressiva rentabilidade dessas serventias, mesmo em cidades de pequeno porte. Os números são públicos e podem ser consultados por qualquer cidadão no site do CNJ, na seção Justiça Aberta. Esse sistema oferece acesso à produtividade das serventias extrajudiciais – cartórios, subdistritos e ofícios de notas, protestos e registros – incluindo informações como endereços, contatos e dados operacionais
A arrecadação divulgada corresponde à receita bruta: resultado do número de atos praticados — como certidões, registros e reconhecimentos de firma — multiplicado pelo valor de cada serviço, estabelecido por lei estadual. De acordo com dados de entidades do setor, parte significativa desse valor é repassada a órgãos públicos e fundos específicos. Em alguns estados, até 37% do montante vai para cofres do governo. O restante é destinado à manutenção da serventia, pagamento de funcionários e lucro do titular.
Para a população, a conta aparece no dia a dia. Um reconhecimento de firma, uma certidão ou o registro de um imóvel representam custos que, somados, explicam os milhões movimentados anualmente.
Mesmo sem encerrar o ano, o cartório de Garibaldi já ultrapassa os R$ 3 milhões em receita. O cartório em questão que verificamos os números do faturamento via CNJ, o de é o de Registros Públicos e Protesto de Títulos, comandado por Alessandro Borghetti. Ele cuida de registros de imóveis, protesto de títulos, certidões, registros de nascimento e óbito, interdições, tutelas e do reconhecimento de firmas.
Para o bolso do cidadão, o resultado é sentido na hora: um documento que custa algumas dezenas ou até centenas de reais, somado ao longo do tempo e multiplicado pela quantidade de pessoas que utilizam o serviço, resulta nesses números milionários.
Se o ritmo do primeiro semestre continuar, o cartório de Garibaldi pode chegar perto ou até ultrapassar os R$ 8 milhões novamente.
