Trânsito

Após chuvas de 2024, CSG investiu R$ 65 milhões na recuperação das rodovias

Intervenções emergenciais estavam fora do contrato com o Governo do Estado
16/04/2026 Em Carlos Barbosa
Portal Adesso - Foto: Divulgação

     Depois de um dos períodos mais devastadores recentes, a CSG colocou em prática um plano robusto para evitar que a história se repita. A concessionária está investindo R$ 65 milhões em obras de contenção ao longo da ERS-122 — uma das principais rotas da Serra Gaúcha — em pontos que ficaram vulneráveis após as chuvas intensas de maio de 2024.

     As intervenções, que não estavam previstas no contrato de concessão, se concentram em áreas classificadas como de alto risco geológico nos municípios de Bom Princípio, São Vendelino e Flores da Cunha — regiões estratégicas tanto para o trânsito local quanto para o escoamento da produção. O pacote de obras reúne soluções avançadas de engenharia, utilizadas em cenários críticos para estabilização de encostas. Entre as técnicas aplicadas estão solo grampeado, cortinas atirantadas, muros de gabião, concreto projetado e barreiras dinâmicas — estruturas projetadas para conter deslizamentos de terra e rochas.

     Mais do que conter o solo, o foco também está na água — um dos principais gatilhos para desastres. Por isso, o projeto inclui sistemas completos de drenagem, com canaletas, bueiros, galerias pluviais e escadas hidráulicas, capazes de direcionar o fluxo com segurança e reduzir a erosão. As intervenções já alteram a rotina de quem utiliza a rodovia. Em diferentes trechos, o tráfego opera com desvios, estreitamento de pista e sinalização reforçada.

     Em Bom Princípio, no km 33+430, as obras envolvem perfurações profundas e sistemas de drenagem de grande escala. Em São Vendelino, no km 38+120, o trabalho inclui escavações volumosas e construção de estruturas de contenção. Já em Flores da Cunha, dois pontos concentram reforços estruturais e instalação de barreiras para proteção contra quedas de material.

     O movimento faz parte de uma resposta direta aos danos causados pelos eventos climáticos de 2024, que evidenciaram a fragilidade de trechos essenciais da ERS-122 — rota fundamental para a economia regional. Dentro desse plano, a concessionária já havia concluído, em 2025, uma obra de retaludamento no km 81,6, em Caxias do Sul, outro ponto considerado sensível. Agora, com o avanço das novas intervenções, a expectativa é reduzir drasticamente o risco de deslizamentos e garantir mais segurança para motoristas e para a logística da Serra Gaúcha — em uma estrada que se tornou símbolo da urgência por infraestrutura resiliente diante de eventos climáticos extremos.



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