Carlos Barbosa celebra os 150 anos da Imigração Polonesa na cidade
A cidade de Carlos Barbosa viveu um momento histórico e carregado de emoção nesta sexta-feira (1º). Em meio a símbolos, tradições e homenagens, o município celebrou os 150 anos da imigração polonesa no Rio Grande do Sul, reforçando sua posição como um dos principais berços dessa cultura no Estado.
O marco foi a instalação de uma placa comemorativa na comunidade da Primeira Seção de Castro, local considerado o ponto inicial da presença polonesa em solo gaúcho. O ato reuniu lideranças culturais, autoridades e grupos folclóricos de diversas regiões, transformando o evento em uma verdadeira celebração da identidade e da memória.
Durante a cerimônia, o prefeito Everson Kirch destacou o papel fundamental das famílias polonesas na construção da cidade. “Essas famílias ajudaram a moldar a identidade de Carlos Barbosa com coragem, fé e trabalho”, afirmou. A homenagem também contou com a presença da vice-prefeita Beatriz Martin Bianco e do deputado estadual Neri Carteiro, autor de um projeto de lei que reconhece oficialmente o município como berço da imigração polonesa no Estado. Representando a cultura polonesa, participaram ainda a presidente da Braspol, Maria de Lourdes Kuchenny, e André Hamerski, descendente de imigrantes pioneiros e defensor da preservação das tradições.
Após uma bênção conduzida pelo pároco Anesio Ferla e pelo padre Décio Podenski, o público acompanhou um dos momentos mais simbólicos da cerimônia: representantes de grupos folclóricos depositaram rosas nas cores da bandeira da Polônia junto à placa inaugurada. Na sequência, o evento ganhou ainda mais vida com apresentações de danças e cantos típicos, resgatando costumes que atravessaram gerações e permanecem vivos na Serra Gaúcha.
A trajetória da imigração polonesa no Rio Grande do Sul teve início em 1875, quando famílias vindas da Europa chegaram à então Colônia Conde d’Eu, na região da Linha Azevedo Castro, em busca de uma nova vida. Entre os primeiros grupos estavam famílias como Ciarnoski, Bielski e Danielski, que se estabeleceram entre a Primeira e a Segunda Seção de Castro (Sete de Castro), deixando marcas profundas na cultura local. Na comunidade, os imigrantes ergueram a capela dedicada a Nossa Senhora da Saúde, símbolo de fé e união. A poucos quilômetros dali, um sino datado de 1893, pertencente à família de Johan Mokwa, permanece como testemunho vivo desse passado.
Mais do que uma celebração, o evento em Carlos Barbosa reforça a importância da Serra Gaúcha como guardiã de histórias que ajudaram a construir o Rio Grande do Sul.
