Câmara de Carlos Barbosa aprova abertura de processo disciplinar contra vereador
A Câmara Municipal de Carlos Barbosa aprovou, durante a sessão ordinária realizada na noite de segunda-feira (15), a instauração de um Processo Disciplinar no âmbito da Comissão de Ética Parlamentar para apurar fatos que, em tese, possam configurar quebra de decoro parlamentar envolvendo o vereador Adair Zílio (PL), conhecido como Tita.
A abertura do procedimento ocorreu por meio da aprovação do Projeto de Resolução nº 03/2026 pelos vereadores presentes. Conforme o texto aprovado, caberá à Comissão de Ética promover a investigação dos fatos observando os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. A medida não representa a aplicação de qualquer penalidade ao parlamentar neste momento, tampouco antecipa julgamento sobre o mérito das acusações. O objetivo é permitir que os fatos sejam formalmente apurados dentro dos trâmites previstos na legislação e no regimento interno da Casa.
O processo disciplinar surge em meio à repercussão de denúncias divulgadas no fim de março envolvendo o vereador. Segundo relatos tornados públicos por veículos de comunicação da região, Tita foi acusado de suposto assédio sexual contra colegas de trabalho em uma empresa onde atuava profissionalmente. As denúncias apontam comportamentos considerados inadequados no ambiente de trabalho e teriam motivado o desligamento do parlamentar da empresa.
Após a divulgação do caso, o vereador protocolou pedido de afastamento da Câmara Municipal por 120 dias, sem remuneração, alegando "assuntos particulares". O afastamento foi solicitado poucos dias depois de as acusações virem a público. Na sessão desta semana, os vereadores destacaram que a instauração do processo disciplinar representa apenas o início da apuração formal dos fatos. A Comissão de Ética deverá analisar documentos, manifestações e demais elementos que possam contribuir para o esclarecimento do caso antes de emitir parecer sobre eventual violação ao decoro parlamentar.
O andamento do processo deverá ser acompanhado nas próximas semanas pela Câmara de Carlos Barbosa, que poderá adotar medidas administrativas conforme as conclusões alcançadas pela Comissão de Ética.
