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Sem noção: Passeando na praia sem máscara, mulher ataca os médicos de Garibaldi

Ela ainda criticou o governo do RS e elogiou SC sem saber que o Estado vizinho está em lockdown
27/02/2021 Portal Adesso

     O govenador de Santa Catarina Carlos Moisés (PSL), publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (26), decreto com medidas restritivas para os dois próximos finais de semana no Estado. Entre as medidas, foi confirmado o lockdown, proibindo a abertura de estabelecimentos e a permanência de pessoas nas praias catarinenses. Lá, as pessoas podem circular pela faixa de areia, mas não podem permanecer e muito menos aglomeradas.

     Neste sábado (27), circula pelas redes sociais, um vídeo em que uma mulher moradora de Garibaldi aparece sem máscara em uma praia catarinense, criticando os médicos de Garibaldi, o uso de máscara, e a bandeira preta no Estado do Rio Grande do Sul. 

     “O que Garibaldi está fazendo? O que o Rio Grande do Sul está fazendo?’, pergunta ela no vídeo. 

     Com muita conotação política, ela cobra o prefeito Alex Carniel (PP) pelo fechamento dos estabelecimentos e pelo seu partido ter feito campanha para o governador Eduardo Leite. “Se tu quisesse fazer alguma coisa, tu já teria feito”, diz ela demostrando nenhum conhecimento sobre o distanciamento controlado, onde todos os prefeitos do Estado são obrigados a respeitar as regras estaduais e não possuem nenhum poder para abrir ou fechar o comércio das cidades. 

     Buscando aproximar o governador do prefeito Carniel, a mulher que mostra ser negacionista cita o ex-prefeito Antônio Cettolin (MDB), e esquece que ele também é aliado do governador Eduardo Leite e tem um de seus filhos que é CC – Cargo de Confiança no Governo do Estado. A parte que mais deixou indignada a população e os profissionais da área da saúde, foi quando ela pergunta: O que os médicos estão fazendo por Garibaldi?

     Médicos que atuam nos postos de saúde e também no hospital São Pedro ficaram indignados com o vídeo publicado nas redes sociais e lamentaram estar trabalhando um ano inteiro dentro da Casa de Saúde e na UTI lutando para salvar vidas,  e serem criticados por pessoas negacionistas, que a única coisa que fazem é querer aparecer em rede social, buscando seu minuto de fama. “Não vou me manifestar sobre vídeos de rede social feitos por pessoas sem nenhuma noção de medicina e nenhum conhecimento sobre o vírus. O que vi é uma pessoa inconsequente falando asneiras, dizendo bobagens. Tomara que ela não precise de atendimento de UTI, pois ela poderá não encontrar leito devido a superlotação. Atitudes assim, prejudicam nossa comunidade”, afirmou um médico que pediu para não ser citado. 

     Ainda durante o vídeo, a mulher pede para que o prefeito compre um tomógrafo para “salvar seu povo” e desafia os médicos de Garibaldi dizendo que eles não estão pensando na população. “Eu quero pedir a vocês, fazer um desafio a me falarem se tem algum médico que está fazendo isso pela população, além de pedir para usar máscara, distanciamento. Esta não é a solução”, afirma.

     “Quem me garante que meu pai e minha mãe não pegaram covid - 19 por causa das máscaras, não é isso que a gente precisa. Precisamos de algum médico que tome a frente”, fala a mulher. 

     Procurados, a assessoria da Prefeitura de Garibaldi disse que não iria se manifestar sobre o fato e que o trabalho da administração é pautado pela realidade e fatos concretos, não por internet e redes sociais.

Disseminar informações falsas e mentirosas nas redes é crime

     Os atos relacionados à criação, à divulgação e à disseminação de informações falsas podem ser enquadrados em pelo menos oito artigos do Código Penal e um do Código Eleitoral, com penas que vão desde a aplicação de multas até a prisão e a perda de direitos políticos. A conclusão é do Gabinete Gestor de Crise do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que elaborou um estudo para orientar os Promotores de Justiça no combate a esse tipo de conduta, que se tornou um risco a mais ao controle da pandemia de covid-19.

     As orientações foram motivadas pela crescente disseminação de notícias falsas - as fake news - nas redes sociais, especialmente no WhatsApp, "causando pânico e temor, bem como aumentando a intranquilidade e insegurança da população no atual momento delicado que estamos passando".



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