Política

Sindicância é aberta e computadores recolhidos na Câmara de Garibaldi

Mesa Diretora apura uso indevido de equipamentos públicos e vazamento de informações internas
11/12/2025 Em Garibaldi
Portal Adesso

     A manhã de segunda-feira (08), pegou de surpresa todos os assessores da Câmara de Vereadores de Garibaldi. Logo ao chegarem para trabalhar, servidores comissionados "CCs" — tanto da situação quanto da oposição — descobriram que todos os computadores das bancadas haviam sido recolhidos pela Mesa Diretora. A medida ocorreu de forma silenciosa, dando início a uma sindicância que já provoca tensão nos corredores do Legislativo.

     Informações obtidas pela reportagem apontam que a investigação apura, entre outros pontos, o possível uso indevido dos equipamentos públicos para fins particulares, além da suposta disseminação de informações internas da Casa sem autorização oficial. Há suspeitas de que material produzido por meio dessas máquinas teria sido usado para espalhar conteúdos considerados inverídicos, o que ampliou ainda mais a gravidade do caso.

     Para reforçar a apuração, a Câmara contratou um perito especializado, responsável por analisar os computadores recolhidos. O prazo para conclusão da sindicância ainda não foi divulgado, mas a expectativa é de que o processo possa se estender, já que envolve varredura completa nos equipamentos e rastreamento de arquivos, acessos e possíveis manipulações. Apesar do impacto interno, a Mesa Diretora ainda não se manifestou oficialmente sobre o procedimento, mantendo absoluto silêncio sobre o assunto. O clima de apreensão, porém, ficou evidente na sessão desta quarta-feira (10), quando apenas uma parlamentar decidiu abordar publicamente o caso.

     A vereadora oposicionista Luana Meneghetti (MDB) subiu à tribuna e demonstrou forte preocupação com o recolhimento das máquinas, indicando que o computador que estava na bancada do MDB pode conter arquivos de interesse direto da investigação. A manifestação isolada da vereadora chamou atenção e reforçou a percepção de que a medida gerou desconforto generalizado. Um grupo ligado ao MDB alimenta perfil no Instagram que foi barrado e excluído pela plataforma. Não contentes, criaram um segundo perfil e a investigação deverá apurar se o material e as postagens mentirosas eram produzidas dentro da Câmara. 

     Nos bastidores, o tema domina conversas e provoca especulações sobre o que pode ser revelado pela perícia. O recolhimento simultâneo de todos os computadores, sem distinção entre bancadas, elevou a temperatura no Legislativo e abriu espaço para dúvidas sobre o alcance da investigação.

     Enquanto isso, a Câmara permanece oficialmente em silêncio — e Garibaldi aguarda os próximos capítulos de uma sindicância que já movimenta o cenário político local e promete desdobramentos explosivos.

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