Saúde

Disparada de mortes por infarto assusta no Cemitério Público de Farroupilha

Levantamento revela que a maioria de óbitos entre homens em 2025 foi por esta causa
31/12/2025
Portal Adesso - Com informações da Rádio Spaço FM

     Um dado vem chamando a atenção de quem acompanha de perto a rotina do Cemitério Público Municipal de Farroupilha: o número expressivo de sepultamentos relacionados a infartos ao longo de 2025. O alerta parte de Luiz Antônio Muller, responsável pela construção de gavetas, túmulos, capelas e pela realização dos sepultamentos no local, que há 46 anos lida diariamente com registros de óbitos na cidade.

     Segundo o levantamento feito por Muller, foram 260 sepultamentos registrados em 2025, sendo 142 homens e 118 mulheres. A maioria das mortes masculinas, conforme a observação do profissional, ocorreu de forma súbita, muitas vezes sem possibilidade de socorro, com destaque para casos atribuídos a infarto.

     O mês de agosto concentrou o maior número de sepultamentos no ano, com 33 registros, enquanto outubro apresentou o menor total, com 10 enterros. A distribuição mensal mostra oscilações ao longo do ano: janeiro (23), fevereiro (19), março (23), abril (24), maio (24), junho (12), julho (27), agosto (33), setembro (28), outubro (10), novembro (19) e dezembro (19). Entre os sepultamentos, também foram contabilizados quatro cidadãos venezuelanos.

     Com base na experiência acumulada ao longo de quase cinco décadas, Muller relata preocupação com o cenário observado no período pós-Covid, apontando um aumento significativo de casos de infarto entre homens. Ele ressalta que as mortes atingem pessoas de diferentes faixas etárias. Trata-se de uma observação empírica, construída a partir da rotina de trabalho e dos registros acompanhados ao longo dos anos.

     Apesar do impacto dos números, o total de sepultamentos em 2025 se manteve próximo ao registrado em 2024, quando ocorreram 268 enterros, frente aos 260 deste ano. Ainda assim, a predominância de mortes súbitas por causas cardíacas acende um sinal de alerta e levanta questionamentos sobre prevenção, acompanhamento médico e cuidados com a saúde da população.

     Os dados reforçam a importância de atenção aos sintomas cardiovasculares e ampliam o debate sobre saúde pública no município, diante de um cenário que, embora silencioso, tem se repetido com frequência crescente nos registros do cemitério.



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