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Cerca desaparece, tela vai para a calçada e prefeito vira “vigia” em Carlos Barbosa

Confusão envolvendo empresas terceirizadas transformou escola em constrangimento
03/02/2026 Em Carlos Barbosa
Portal Adesso Foto: Reprodução

     Um episódio incomum e alarmante chamou a atenção de pais, professores e moradores de Carlos Barbosa na manhã desta terça-feira (03). O cercamento recém-instalado no pátio da Escola Municipal Aparecida, no bairro Aparecida, foi completamente retirado, e as telas acabaram deixadas enroladas na calçada, em frente à instituição de ensino.

     A cena rapidamente se espalhou entre a comunidade escolar e levantou questionamentos sobre segurança, responsabilidade e possíveis falhas administrativas. Funcionários que realizavam a retirada informaram que a medida estaria relacionada à falta de pagamento pelo serviço executado. Diante da repercussão, o prefeito Everson Kirch (PP) foi pessoalmente até a escola para verificar a situação. Visivelmente indignado, o chefe do Executivo municipal gravou um vídeo no local e utilizou as redes sociais para esclarecer o ocorrido.

     Segundo Kirch, a Prefeitura de Carlos Barbosa não possui qualquer pendência financeira com a empresa vencedora da licitação responsável pela obra. De acordo com o prefeito, o pagamento foi efetuado corretamente dentro dos prazos estabelecidos. O impasse, conforme explicou, envolve a empresa contratada e um prestador de serviço terceirizado, que alega não ter recebido pelos trabalhos realizados.

     “O problema entre essas empresas não é da prefeitura”, afirmou o prefeito no vídeo. Kirch também determinou que as telas fossem recolocadas imediatamente, reforçando que a segurança dos alunos não pode ser afetada por conflitos contratuais entre empresas privadas. Ainda segundo o prefeito, a empresa responsável foi formalmente convocada a prestar esclarecimentos, e o município acompanhará de perto a conclusão do serviço.

     Em tom firme, Kirch declarou publicamente: “Vou ficar aqui na frente até a conclusão total do cercamento da escola”. O caso segue sendo acompanhado pela administração municipal e continua gerando debates nas redes sociais, especialmente sobre a gestão de contratos públicos e a proteção dos espaços escolares.



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