Eduardo Leite deve renunciar o Governo Gaúcho pela segunda vez
As definições sobre o futuro político do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, devem ganhar contornos mais claros no próximo dia 21. O PSD convocou para a data um encontro estadual, às 9h, na sede da Fecomércio, em Porto Alegre, e a expectativa nos bastidores é de que o chefe do Executivo confirme a renúncia ao cargo.
De acordo com a colunista do Jornal Correio do Povo, Taline Oppitz, o convite para o evento traz uma imagem de Leite acompanhada do slogan “O futuro está esperando. Estamos prontos”, além da promessa de que novas informações serão divulgadas nos próximos dias. A movimentação reforça os indícios de que o governador deixará o Palácio Piratini para concorrer nas eleições de outubro.
Embora mantenha o desejo de disputar a Presidência da República pelo Partido Social Democrático, o cenário interno da sigla aponta para outro desfecho. No páreo pela candidatura ao Planalto estão nomes como Ratinho Júnior, governador do Paraná, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás, que recentemente ingressou no partido. Diante desse contexto, a tendência mais forte é que Leite dispute uma das duas vagas ao Senado em jogo pelo Rio Grande do Sul.
O prazo para que governadores deixem seus cargos a fim de concorrer a outros postos termina em 4 de abril. A regra vale para Leite, Ratinho Júnior, Caiado e demais chefes de Executivo interessados em disputar novos cargos neste ano. Caso a renúncia se confirme, o vice-governador Gabriel Souza, do Movimento Democratico Brasileiro, assumirá o comando do Estado. A mudança poderá alterar o cenário eleitoral gaúcho, já que Souza é pré-candidato ao governo e passará a ocupar a titularidade do Executivo antes do início oficial da campanha, ampliando sua visibilidade.
Antes mesmo da definição formal, Leite deve intensificar a agenda partidária. A partir de sexta-feira (06), está prevista sua participação em uma série de atos do PSD nacional em municípios de São Paulo, movimento interpretado como parte da articulação política para o próximo pleito. O encontro do dia 21, portanto, é visto como decisivo para esclarecer os rumos do governador e redefinir o tabuleiro eleitoral no Rio Grande do Sul.
