Preço dos ovos de páscoa disparam e assusta os consumidores
A Páscoa de 2026 chegou mais pesada para o bolso dos gaúchos — e bem menos doce. O aumento expressivo no preço dos ovos de chocolate tem provocado surpresa e até indignação entre consumidores, especialmente na Serra Gaúcha, onde a tradição da data esbarra em valores considerados fora da realidade.
De acordo com levantamentos recentes do setor, os preços dos ovos de Páscoa registraram altas que podem ultrapassar 120% em relação ao ano passado, puxadas principalmente pelo encarecimento do cacau no mercado internacional, além de custos de produção, embalagem e logística. O reflexo aparece direto nas prateleiras: itens mais simples já superam os R$ 80, enquanto versões de marcas conhecidas passam facilmente dos R$ 200 — e podem ultrapassar os R$ 300.
Nos supermercados e lojas especializadas de cidades como Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul, o movimento é intenso, mas com um comportamento diferente. Consumidores caminham pelos corredores com mais cautela, comparam preços e, muitas vezes, deixam os produtos para trás.“Está tudo muito caro, não dá para comprar como antes”, é uma das frases mais ouvidas por lojistas da região. A percepção geral é de que o tradicional ovo de Páscoa virou um artigo quase de luxo em 2026.
Outro fator que pesa é o custo-benefício. Especialistas apontam que o preço do ovo pode ser até três vezes maior do que o chocolate em barra, considerando o valor por quilo — o que tem levado muitos consumidores a repensar a compra e optar por alternativas mais econômicas.
E não são apenas os ovos que assustam. As caixas de bombom também dispararam de preço, com reajustes visíveis nas últimas semanas. Em alguns casos, além do valor mais alto, os consumidores ainda enfrentam embalagens menores, intensificando a sensação de perda no poder de compra. Barras de chocolate seguem a mesma tendência, consolidando um cenário de alta generalizada. Diante disso, a mudança de comportamento já é evidente na Serra Gaúcha. Famílias estão reduzindo a quantidade de presentes, escolhendo produtos menores, apostando em marcas alternativas ou até recorrendo a chocolates artesanais como forma de economizar.
Apesar do susto nos preços, o comércio mantém expectativa positiva para a data, considerada uma das mais importantes do calendário varejista. Ainda assim, a percepção dominante em 2026 é clara: manter a tradição da Páscoa vai exigir mais planejamento — e um orçamento bem mais folgado.
