Prefeito de Garibaldi discorda de Clóvis Tramontina e dispara contra governo do RS
Uma declaração política acendeu o debate na Serra Gaúcha nesta quarta-feira (15). O prefeito de Garibaldi, Sérgio Chesini (PP) discordou publicamente da avaliação de seu ex-colega Clóvis Tramontina sobre o atual governo estadual e criticou a possível continuidade da gestão Eduardo Leite com a pré-candidatura do atual vice-governador Gabriel Souza (MDB).
Em entrevista reproduzida pela manhã, Chesini foi direto ao ponto ao comentar o cenário político do Rio Grande do Sul e demonstrar insatisfação com a gestão do governador Eduardo Leite. “Não correspondeu”, afirmou, ao avaliar o governo. O posicionamento contraria a visão de Clóvis Tramontina, que em outra entrevista havia defendido a continuidade administrativa no Estado, com a manutenção do grupo político ligado ao vice-governador Gabriel Souza.
Apesar da divergência, Chesini adotou um tom respeitoso ao falar do empresário e ex-colega. “Tenho muita admiração pelo Clóvis, mas como prefeito sei o que foi o governo Leite e Gabriel Souza para Garibaldi e para a Serra. Não quero que isso continue”, declarou.
Chesini também deixou claro o alinhamento político de sua gestão, destacando a coligação formada por partidos como PP, PL, Republicanos e Podemos. Segundo ele, o movimento vai além do município e se conecta a lideranças nacionais, como o Deputado Federal Luciano Zucco e o Senador Flávio Bolsonaro. De acordo com o prefeito, a articulação envolve prefeitos, vereadores e siglas partidárias com o objetivo de fortalecer um projeto político identificado com a direita e o centro-direita.
Outro ponto central da fala foi a situação financeira dos municípios. Chesini argumentou que as prefeituras estão cada vez mais pressionadas por responsabilidades crescentes e recursos limitados. “Os municípios estão sufocados. Precisamos buscar o que é nosso e ter uma distribuição mais justa”, afirmou. Ele também reforçou críticas à falta de investimentos proporcionais na Serra Gaúcha, região que classificou como motor econômico do Estado, mas que, segundo ele, não recebe retorno compatível com sua relevância.
Ao comentar o desempenho do governo estadual, Chesini mencionou pesquisas de opinião, indicando que a aprovação não ultrapassaria 50%. A declaração reforça o tom crítico adotado pelo prefeito e evidencia um cenário de disputa política que começa a ganhar força na região da Serra, onde a maioria dos eleitores demostram não querer continuidade do governo que tem sede de pedágios.
A divergência entre duas figuras influentes ligadas à Serra Gaúcha expõe não apenas diferenças de avaliação administrativa, mas também sinaliza movimentações políticas em Garibaldi e Carlos Barbosa.
