Política

Condenada pela justiça por Fake News, vereadora do MDB lança pré-candidatura

Luana Meneghetti anunciou pré-candidatura a deputada federal e expõe disputa interna da sigla
31/05/2026 Em Garibaldi
Portal Adesso - Fotos: Rede Social

     A vereadora Luana Meneghetti, do MDB de Garibaldi, anunciou neste sábado (30) sua pré-candidatura a deputada federal em 2026. O lançamento foi feito pelas redes sociais e colocou novamente o nome da parlamentar no debate político, poucas semanas após ela ser condenada pela Justiça por divulgar informação considerada falsa contra a Prefeitura de Garibaldi.

     Ela está no segundo mandato como vereadora e tenta ampliar sua atuação política para além do Legislativo municipal. Nas redes sociais, a parlamentar se apresentou como pré-candidata a deputada federal e afirmou estar pronta para representar suas bandeiras em Brasília. A movimentação ocorre em um cenário curioso dentro do próprio MDB da Serra. Em Bento Gonçalves, a poucos quilômetros de Garibaldi, o partido também trabalha a pré-candidatura a Deputado Federal do ex-prefeito de Monte Belo do Sul, Adenir Dallé, que já vem sendo apresentado como nome da sigla para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

     Com isso, o MDB passa a conviver com dois nomes da mesma microrregião mirando o mesmo espaço político em Brasília. A situação chama atenção porque Garibaldi e Bento Gonçalves ficam a cerca de 10 quilômetros de distância e disputam influência em um eleitorado regional considerado pequeno, pois além deles, o ex-prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira (PL), também já anunciou pré-candidatura.

     A pré-candidatura da vereadora de Garibaldi carrega o peso de uma condenação recente. Em maio, a Justiça condenou a vereadora ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais ao Município de Garibaldi após considerar falsa uma publicação feita por ela nas redes sociais. Segundo a decisão, a parlamentar afirmou que a Prefeitura teria gasto R$ 600 mil na produção de uma revista institucional, quando o valor específico da publicação era de pouco mais de R$ 58 mil. Na sentença, o Judiciário apontou que a publicação ultrapassou os limites da crítica política e atribuiu ao poder público uma suspeita de superfaturamento sem respaldo documental. Além da indenização, a decisão também determinou o pagamento de custas, despesas processuais e honorários advocatícios. A vereadora, por sua vez, já havia tratado o processo como perseguição política e negou ter espalhado fake news. 

     Além da atuação no Legislativo, Luana construiu parte de sua imagem ligada a polêmicas e à causa animal. Em perfis de divulgação eleitoral, ela se apresenta como voluntária da causa animal há 20 anos e defensora de políticas de proteção à fauna, castração, fiscalização e controle populacional de animais. Entretanto, no meio político, ela é conhecida por defender diversas pautas de esquerda, inclusive muito próxima ao Partido dos Trabalhadores - PT. 

      Dias atrás, em Brasília, Luana Meneguetti publicou uma foto ao lado de Erica Hilton (PSOL) que é mulher trans e travesti que criou polêmica ao ser presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Deputadas mulheres de partidos de direita ficaram indignadas com a escolha.  Na foto em Rede Social, Luana chama  Erica Hilton de "Mestra".

     A entrada da vereadora na disputa ainda depende das definições oficiais do MDB e das convenções partidárias, que irão confirmar os nomes que estarão nas urnas em 2026. Até lá, a pré-candidatura promete movimentar o tabuleiro político da Serra, especialmente dentro de um partido que já tem outro nome regional tentando chegar à Câmara dos Deputados.





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