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ACBF pinta a América de Laranja e a cidade explode em festa

Nos seus 50 anos, equipe de Carlos Barbosa derrota o Magnus em decisão eletrizante
31/05/2026 Em Carlos Barbosa
Portal Adesso - Foto: Reprodução NSports TV

     Carlos Barbosa viveu uma noite histórica neste domingo (31). Em um ginásio lotado, tomado pela emoção e pela pressão de uma decisão continental, a ACBF voltou ao topo da América e conquistou a Libertadores de Futsal 2026, coroando diante da própria torcida uma campanha que ficará marcada na história do clube.

     A equipe laranja derrotou o Magnus Sorocaba em uma final dramática e conquistou o heptacampeonato continental após uma decisão que levou o torcedor ao limite. Com o título, a ACBF reafirma sua posição como uma das maiores potências da história do futsal mundial e amplia ainda mais sua galeria de conquistas internacionais.

     Empurrada por um ginásio completamente lotado e em uma final repleta de emoção, tensão e reviravoltas, a ACBF derrotou o Magnus Futsal nos pênaltis após empate em 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação e conquistou a Copa Libertadores de Futsal 2026. O título tem um significado especial. Além de ser conquistado diante da própria torcida, em uma competição sediada na cidade, ele transforma a equipe laranja na maior campeã isolada da história da Libertadores, agora com sete conquistas continentais. Tudo isso justamente no ano em que o clube celebra seus 50 anos de fundação.

     Dentro de quadra, os primeiros minutos foram marcados pelo equilíbrio e pelo respeito entre as equipes. A partida ganhou intensidade à medida que o relógio avançava e foi a ACBF quem encontrou o primeiro golpe. Após um erro na saída de bola do Magnus, Renan Fogaça aproveitou a oportunidade e abriu o placar para delírio da torcida laranja. O Magnus respondeu rapidamente e passou a pressionar em busca do empate. No entanto, encontrou pela frente uma atuação inspirada de Pedro Bianchini, que realizou importantes intervenções e manteve a vantagem da equipe gaúcha durante boa parte da primeira etapa. Quando o intervalo parecia se aproximar com a ACBF em vantagem, Rodrigo apareceu nos segundos finais para empatar a partida e recolocar o time paulista no jogo.

     A segunda etapa começou com a equipe de Carlos Barbosa pressionando desde os primeiros instantes. Logo no início, Lucas Gomes, do Magnus, foi expulso após revisão do lance pelo Sistema de Vídeo Suporte. Mesmo com um jogador a menos, o time paulista resistiu bravamente, sustentado pelas grandes defesas do goleiro André Deko. A insistência da ACBF acabou sendo premiada. Faltando pouco mais de 12 minutos para o fim, Meleca arriscou de fora da área, André Deko defendeu parcialmente e Otanha apareceu livre para aproveitar o rebote e recolocar a equipe gaúcha em vantagem.

     Mas a final estava longe de ser decidida. O Magnus voltou a pressionar e encontrou o empate em um forte chute de Bruno Andrade, que venceu a defesa laranja e deixou tudo igual novamente. Nos minutos finais do tempo regulamentar, as duas equipes criaram oportunidades para definir a decisão, mas o empate persistiu e levou a partida para a prorrogação. O tempo extra manteve o mesmo roteiro dramático. Chances dos dois lados, muita entrega e nervosismo crescente. Nenhuma das equipes conseguiu transformar as oportunidades em gols. Sem utilizar a estratégia do goleiro-linha, os treinadores optaram pela cautela, e a definição acabou reservada para o momento mais tenso do futsal: a disputa por pênaltis.

     A cobrança seguiu equilibrada até os momentos decisivos. Pela ACBF marcaram Marcolla, Otanha, Juninho, Renan Fogaça, Murilo, Scheffer e Barbosinha. Apenas Luis desperdiçou ao acertar a trave. Do lado paulista, Rodrigo, Dieguinho, Pepita, Vagner, Mendonça e Kauê converteram. Bruno Andrade teve sua cobrança defendida por Ângelo, mantendo viva a esperança laranja. Mas o momento que entrou para a história aconteceu na última penalidade do Magnus. Caio Marinho partiu para a cobrança e encontrou Pedro Bianchini, que realizou a defesa decisiva que selou o título continental.

     No instante em que a bola parou nas mãos do goleiro, o ginásio explodiu. Jogadores invadiram a quadra, torcedores choraram nas arquibancadas e Carlos Barbosa transformou-se em uma grande festa laranja. Com a conquista, a ACBF chega ao seu sétimo título da Libertadores, repetindo os feitos de 2002, 2003, 2011, 2017, 2018, 2019 e agora 2026. Mais do que uma taça, o triunfo representa a consagração de uma geração, a força de uma torcida apaixonada e a confirmação de um clube que segue escrevendo seu nome entre os gigantes do esporte mundial.

     Entre lágrimas, abraços e festa nas arquibancadas, a cidade voltou a viver uma noite que entra para a memória do esporte gaúcho: a noite em que a ACBF conquistou a América mais uma vez.



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