Criança com autismo sofre suposta agressão em escola de Bento Gonçalves
Um caso que causou indignação entre pais e responsáveis em Bento Gonçalves será investigado pela Polícia Civil. Um menino de apenas 4 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teria sido vítima de agressões físicas e psicológicas dentro de uma escola conveniada ao município. A denúncia levou ao registro de boletim de ocorrência, à realização de exame de corpo de delito e ao início de uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Atendimento à Mulher (DEAM).
De acordo com o relato da mãe, a criança passou a apresentar medo de voltar para a escola e foi encontrada com diversas marcas pelo corpo, principalmente nos braços e nas pernas. A família procurou as autoridades após suspeitar que os ferimentos teriam sido provocados no ambiente escolar. Segundo as informações apuradas, a criança estuda em uma turma cujas vagas são custeadas pela Prefeitura de Bento Gonçalves por meio de convênio com uma instituição privada. A suspeita é de que as agressões tenham sido cometidas por uma professora da escola.
A direção da instituição informou à mãe que a profissional foi desligada das funções. A família também recebeu a orientação de que a criança poderia retornar às aulas a partir desta quinta-feira (16). Além do caso registrado oficialmente, há relatos de que outras crianças também teriam sofrido agressões atribuídas à mesma professora. No entanto, conforme apurado, até o momento as demais famílias não formalizaram denúncias nem realizaram exames periciais. A investigação agora busca esclarecer as circunstâncias do caso e apurar eventuais responsabilidades. Até a conclusão do inquérito, não há acusação formal nem definição de culpa, motivo pelo qual a identidade da profissional não é divulgada.
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação de Bento Gonçalves (SMED), informou que tomou conhecimento da situação na tarde de quarta-feira (15) e afirmou ter adotado providências imediatas. Segundo a pasta, a professora não integra o quadro de servidores municipais, pois atua em uma escola privada conveniada ao Município. A secretaria informou ainda que acompanha o caso, presta suporte à família e foi comunicada do desligamento da profissional pela instituição de ensino.
A SMED também reforçou que episódios dessa natureza devem ser comunicados imediatamente ao órgão para que medidas administrativas possam ser tomadas com rapidez.
Escola ainda não se manifestou
A reportagem do Portal Notícias de Bento procurou a direção da Escola Cenecista para obter esclarecimentos sobre o caso. Conforme informado pela instituição, a direção não realiza atendimento por telefone e eventuais entrevistas dependem de agendamento prévio. Até a publicação desta reportagem, a escola não havia encaminhado posicionamento oficial. O espaço permanece aberto para manifestação.
A Polícia Civil dará sequência às investigações para esclarecer os fatos e definir se houve a prática de crime e eventual responsabilização dos envolvidos.
