Polícia


Polícia fecha escritório da corretora Unick Forex

Suspeita de praticar pirâmide financeira, empresa foi interditada na região Noroeste do Estado
27/02/2019 Portal Adesso - Foto:Marcos Benites/Rádio Alto Uruguai

     A Polícia Civil de Crissiumal, interditou na tarde desta terça-feira (26),  o local onde funcionava o escritório da corretora Unick Forex, uma das empresas suspeitas de praticar pirâmide financeira, por meio do comércio de contratos irregulares supostamente envolvendo criptomoedas. Três pessoas foram notificadas para prestar depoimento, mas ficaram em silêncio.

     O delegado William Garcez,  titular da DP de Crissiumal, afirmou que chegou aos suspeitos após ser informado pelo Procurador da República em Novo Hamburgo, Celso Tres, de que uma ramificação do negócio estaria sendo feita em diversos municípios da região noroeste. O Ministério Público Federal (MPF) também investiga o negócio.

     Tanto a Unick quanto outra corretora investigada, a InDeal, têm sede em Novo Hamburgo. Um inquérito foi instaurado contra os suspeitos. “A Unick não tem autorização para atuar no Brasil, e nem captar clientes”, afirmou o delegado. A ação foi acompanhada por um oficial de Justiça, que por meio de um mandado de busca e apreensão, lacrou o estabelecimento e apreendeu móveis, documentos e também computadores, que, segundo Garcez, devem ser levados para perícia nos próximos dias. O delegado também disse que não tem informações de quantas pessoas aderiram ao negócio, mas que elas correm o sério risco de estarem sendo lesadas. 

    No mês de janeiro, o PORTAL ADESSO publicou reportagem falando sobre a "corrida pelo dinheiro fácil" que muitos moradores de Garibaldi, Bento e Carlos Barbosa estariam fazendo com o intuito de multiplicar seus lucros, sendo que a empresa promete ganhos de mais de 15% ao mês.  O Jornal Zero Hora também publicou reportagem onde o Procurador da República fez um alerta para que as pessoas não se arrisquem neste tipo de investimento. 

     Estima-se que em Carlos Barbosa e Garibaldi, mais de 5 mil pessoas tenham investido neste tipo de negócio que é investigado pela polícia e Ministério Público.



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