Geral

Lago Fasolo é fechado ao público após disputa judicial em Bento Gonçalves

Decisão liminar suspende posse do município; acesso ao local é bloqueado pela Guifasa S.A.
10/08/2025 Em Bento Gonçalves
Portal Adesso - Foto: Diogo Zanetti/Jornal Serra Nossa

      O Lago Fasolo, localizado no bairro Progresso, em Bento Gonçalves, está temporariamente fechado ao público após uma decisão judicial que suspendeu a imissão de posse do município sobre a área. Em uma medida liminar, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) acatou o pedido da proprietária do terreno, a Guifasa S.A., e anulou a autorização dada pela 3ª Vara Cível da Comarca de Bento Gonçalves, que havia permitido à Prefeitura tomar posse da área.

     Com a decisão, a Guifasa S.A. bloqueou o acesso ao Lago Fasolo, interrompendo o uso do espaço pela comunidade, que recentemente havia se beneficiado das melhorias realizadas pela Prefeitura, incluindo a despoluição do lago em parceria com a Corsan.

     A Prefeitura de Bento Gonçalves, em comunicado oficial, lembrou que, após décadas de espera, concluiu em julho de 2024 a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Lago Fasolo, um projeto que visava despoluir o lago e recuperar a qualidade da água. Com um investimento de R$ 1,67 milhão, a obra incluiu a instalação de rede coletora, estação elevatória e linha de recalque, além da ETE operada pela AEGEA/Corsan. Segundo os dados da Prefeitura, os resultados foram significativos: a presença de Escherichia coli no lago foi drasticamente reduzida, evidenciando a eficácia do sistema. Antes das melhorias, o Lago Fasolo era uma área inutilizada e poluída. No entanto, com a conclusão da despoluição, o espaço passou a ser utilizado para atividades de lazer e esportivas pela comunidade. A partir de 2024, o local se tornou ponto de encontro para caminhadas, corridas e eventos ao ar livre, como o "Treinão", realizado em novembro de 2024 e que reuniu cerca de 100 participantes.

     O fechamento do Lago Fasolo ocorre logo após a publicação do Decreto Municipal nº 12.786, de 15 de maio de 2025, que declarou 32.100 m² da área como de utilidade pública, com o objetivo de viabilizar a desapropriação do terreno para a criação de um parque urbano. O projeto prevê a construção de pista de caminhada pavimentada, iluminação, câmeras de segurança e áreas de lazer, que seriam definidas por concurso público com a participação da comunidade. No entanto, a Guifasa S.A. recorreu judicialmente da decisão que declarou a área como de utilidade pública, resultando na suspensão temporária do processo. A Procuradoria-Geral do Município acompanha o caso e se prepara para atuar no julgamento do recurso, na expectativa de reverter a decisão e dar continuidade ao projeto.

     Apesar do fechamento temporário do local, a população local continua otimista quanto à resolução do impasse jurídico. Moradores e frequentadores do lago aguardam ansiosamente a transformação da área em um parque urbano, que promete ser um importante espaço de lazer e convivência para a cidade.



MAIS NOTÍCIAS