UPA de Bento Gonçalves corta o fornecimento de atestados médicos
A partir desta semana, quem procurar a UPA 24 Horas de Bento Gonçalves dificilmente sairá com um atestado médico em mãos. O prefeito Diogo Segabinazzi Siqueira anunciou em vídeo publicado nas redes sociais que a unidade restringirá a emissão do documento, liberando-o apenas em casos com indicação clínica comprovada. Nos demais atendimentos, os pacientes receberão apenas uma declaração de comparecimento.
O aviso foi fixado na porta da UPA e já pegou muita gente de surpresa. O motivo, segundo o prefeito, tem como objetivo desestimular a busca por atestados sem necessidade e reduzir a superlotação, especialmente nas segundas-feiras, quando a demanda dispara. “Algumas pessoas vêm até aqui só para conseguir um atestado. Isso aumenta as filas e atrasa o atendimento de quem realmente precisa”, declarou Siqueira. O gestor destacou que a unidade já passou por ampliação, contratação de médicos e melhorias estruturais, mas ainda assim segue sobrecarregada. Parte do problema, segundo ele, está no uso indevido do serviço. “É o maior número de atendimentos aqui na nossa UPA. Muitos poderiam ser resolvidos nas unidades básicas de saúde”, explicou.
Com a determinação, os profissionais da UPA não fornecerão mais atestados de afastamento por rotina. Apenas após avaliação médica e quando houver justificativa técnica, o documento será emitido. Nos demais casos, o paciente receberá apenas a declaração de comparecimento, que atesta o horário em que esteve na unidade — mas não serve para afastamento do trabalho ou licença médica.
Enquanto o atestado médico é um documento legal que pode recomendar afastamento por motivo de saúde, a declaração de comparecimento apenas registra a presença do paciente em consulta ou exame. Muitas vezes, os trabalhadores confundem os dois, o que acaba inflando a procura por atestados sem necessidade real.
A decisão, no entanto, promete gerar debate entre moradores e trabalhadores que dependem do documento para justificar ausências no emprego.
