Entenda o motivo da Operação Lamaçal da Polícia Federal em Garibaldi
Na internet, integrantes do partido que perdeu a última eleição municipal se esforçam para compartilhar e publicar mentiras com fotos da fachada da prefeitura tentando ligar a atual administração a corrupção, pois a investigação aponta desvios de recursos federais em 2024 onde no esquema descoberto uma empresa de serviços terceirizados que atua em várias cidades, inclusive em Garibaldi, está diretamente ligada.
O que as publicações mentirosas escondem é de que esta mesma empresa teve contrato durante os oito anos do governo Cettolin, e que ex-secretários municipais que atuaram neste governo foram presos. Além disso, a Polícia Federal também aponta que existem possíveis desvios nesta mesma empresa ainda no ano de 2020, mas só agora em 2024 foi descoberto.
O ESQUEMA CONFORME A INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL
A investigação começou com análise de R$ 4,5 milhões em contratos terceirizados, firmados pela prefeitura de Lajeado após a enchente ocorrida no mês de maio de 2024. O valor foi repassado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que controla o FNAS.
Conforme a Polícia, Marcelo Caumo, que foi prefeito de Lajeado entre 2017 e 2024, filiado ao partido União Brasil, e atual secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano no governo de Eduardo Leite, teria feito contratação de empresa de prestação de serviços terceirizados de psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista. A dispensa da licitação foi realizada com a justificativa do estado de calamidade pública declarado por Lajeado em 2024 após a enchente.
A empresa contratada seria uma empresa controlada pela Arki, na qual um ex-secretário municipal de Garibaldi no governo do ex-prefeito Antônio Cettolin (MDB) atua. Inclusive este ex-servidor público, deixou a secretaria em Garibaldi antes do final do governo para atuar junto a Arki.
🧩 O ELO COM EX-INTEGRANTES DO GOVERNO CETTOLIN
A operação chegou a Garibaldi porque ex-secretários do governo do ex-prefeito Antônio Cettolin (MDB) aparecem ligados à Arki e a empresas que seriam braços ocultos do mesmo grupo. Um deles, que deixou a secretaria municipal para atuar diretamente na Arki, é apontado como figura central no esquema. Outro, segundo a PF, seria sócio oculto de uma das empresas investigadas, utilizando familiares como laranjas.
“Há fortes indícios de sobrepreço e de ligação direta entre gestores públicos e empresas beneficiadas”, afirmou o delegado Marconi Silva, que coordena a operação. Durante as buscas, a PF apreendeu quase R$ 500 mil em espécie, além de 10 veículos e bloqueou ativos de até R$ 4,5 milhões. No total, 35 mandados de busca e apreensão foram cumpridos com o apoio de 92 policiais federais e três auditores da CGU.
🚔 EX-SECRETÁRIO MICAEL CARISSIMI É UM DOS ALVOS
Entre os investigados está Micael Carissimi, ex-secretário de Obras e ex-chefe de gabinete de Cettolin. Ele já havia sido alvo da Operação Caementa, em 2018, quando a PF apreendeu cerca de R$ 200 mil em espécie em sua residência, em investigação sobre propina e contratos com uma concreteira. Desta vez, Carissimi e familiares foram alvos de busca e apreensão, e levados para prestar depoimento na sede da PF em Caxias do Sul.
Outro ex-secretário, também ligado à Arki, foi preso preventivamente após os agentes encontrarem armas de uso restrito em sua casa.
⚖️ INVESTIGAÇÃO CONTINUA — PREFEITURA ATUAL NÃO É ALVO
A Polícia Federal reiterou que a Operação Lamaçal não investiga nem envolve a atual administração de Garibaldi, e que as ações se concentram em ex-integrantes do governo anterior e empresas terceirizadas. Os alvos da operação poderão responder por peculato, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
