PT e MDB oficializam Edgar Pretto e Gabriel Souza como pré-candidatos
O tabuleiro político gaúcho se movimentou com força no fim de semana: o Edegar Pretto (PT) foi confirmado como pré-candidato ao governo do estado num ato realizado no domingo (30), enquanto no sábado (29) o Gabriel Souza (MDB), atual vice-governador, teve sua candidatura oficializada em evento com a presença de mais de 2 mil pessoas.
Para o PT, a disputa marca uma nova tentativa de conquistar o Palácio Piratini, após Pretto quase levar ao segundo turno em 2022 — ele ficou a apenas 2.441 votos do adversário. A escolha de Pretto reforça a estratégia petista de levar o debate para o interior gaúcho, onde o político vem intensificando agendas há meses. No MDB, a aposta recai sobre Gabriel Souza — com o respaldo do atual governo estadual — como candidato capaz de manter a base de apoio e impedir que a corrida piore em fragmentações partidárias.
Levantamentos recentes mostram que a corrida ao governo do Rio Grande do Sul para 2026 deve ser uma das mais disputadas da última década. Segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data, os cenários estimulados colocam o deputado federal Luciano Zucco (PL) na liderança, com cerca de 26–27% das intenções. Em seguida, aparecem Pretto e outra figura de destaque, Juliana Brizola (PDT), com aproximadamente 21%. Gabriel Souza figura atrás, com cerca de 13–14%.
Mesmo com as margens relativamente equilibradas — e considerando o alto índice de eleitor indeciso — o cenário aponta para um pleito aberto, no qual alianças políticas e articulações partidárias podem definir o resultado. Para o pré-candidato do PT, a missão será recuperar o tempo perdido e ampliar base de apoio em setores do interior e da capital. Já no MDB, além de consolidar Gabriel Souza como nome competitivo, será fundamental fechar costuras com partidos da base aliada — e evitar migrações para a oposição.
Além disso, a definição sobre candidaturas ao Senado também influi na estratégia dos partidos. O anúncio de nomes para a disputa majoritária e eventuais alianças podem reconfigurar o panorama eleitoral.
O que esperar até 2026
Com pouco mais de um ano para as urnas, as pré-campanhas ganham ritmo acelerado. Espera-se aumento de atos públicos, convenções partidárias e propaganda eleitoral antecipada — especialmente em regiões estratégicas do estado. A fragmentação do eleitorado, a volatilidade das intenções de voto, e as negociações nos bastidores prometem tornar o pleito imprevisível. Para os analistas, o que definirá o vencedor não será apenas a força dos nomes, mas a habilidade de montar coligações amplas — ou de conquistar os eleitores indecisos. O Palácio Piratini pode ter uma disputa histórica pela frente.
