Economia

Novo ano, preços mais altos: combustíveis iniciam 2026 com aumento

Aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha entrou em vigor nesta quinta (1º)
02/01/2026
Portal Adesso

     Começou a valer nesta quinta-feira (1º) o aumento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre gasolina, diesel e gás de cozinha em todo o Brasil. O reajuste foi definido em setembro do ano passado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne representantes do governo federal e dos estados, e marca o segundo ano consecutivo de elevação do tributo sobre combustíveis.

     Com a mudança, a alíquota da gasolina sobe R$ 0,10 por litro, passando a R$ 1,57. No caso do diesel, o aumento é de R$ 0,05 por litro, elevando o imposto para R$ 1,17. Já o gás de cozinha, essencial para milhões de famílias brasileiras, terá acréscimo de aproximadamente R$ 1,05 no botijão de 13 quilos.

     Além disso, o ICMS do gás liquefeito de petróleo (GLP) por quilo foi reajustado de R$ 1,39 para R$ 1,47, alta de 5,7%. O diesel e o biodiesel também registram aumento de 4,4% na carga tributária, com a alíquota subindo de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro. Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), o reajuste levou em consideração os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), comparando o período de fevereiro a agosto de 2025 com o mesmo intervalo de 2024.

     Especialistas alertam que o impacto vai além das bombas. Por serem considerados preços-chave da economia, os combustíveis influenciam diretamente os custos de transporte e produção, o que pode gerar um efeito em cadeia sobre alimentos, serviços e mercadorias. A avaliação é compartilhada pelo Paranapetro, que destaca o potencial reflexo do reajuste em diversos setores produtivos. O cenário atual também é influenciado pela mudança na política de preços da Petrobras. No início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a estatal abandonou a política de paridade internacional, que vinculava os reajustes do combustível à cotação do petróleo e à variação do dólar. Ainda assim, fatores externos continuam no radar.

     Para o economista Lucas Dezordi, o consumidor deve iniciar 2026 atento a novos reajustes. Segundo ele, além da carga tributária, a conjuntura internacional e a política externa podem pressionar os preços dos combustíveis nos próximos meses, ampliando os desafios para o orçamento das famílias brasileiras.



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