Eduardo Leite condena ação dos EUA e diz que intervenção militar é “inaceitável”
Parece que além da quantidade de pedágios absurdas que pretende colocar no Estado, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), também pensa em se meter em situações fora do Estado. Ele se manifestou neste sábado (3) sobre os acontecimentos recentes na Venezuela e criticou duramente a intervenção militar dos Estados Unidos, classificada por ele como “inaceitável”. A declaração foi divulgada após a operação americana que, segundo informações divulgadas, resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Em nota pública, Leite afirmou que o regime de Maduro é “inadmissível”, destacando violações de direitos humanos, restrições às liberdades civis e o impacto social imposto à população venezuelana. Apesar disso, o governador ponderou que a atuação militar de um país estrangeiro contra outro soberano fere princípios fundamentais do direito internacional.
“O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano”, afirmou. Em seguida, acrescentou que “a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”.
Na manifestação, Eduardo Leite também alertou para o risco de escalada de tensão na América Latina, defendendo que conflitos regionais devem ser tratados por meio do diálogo diplomático e do respeito à soberania nacional. “Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas”, declarou. O governador concluiu a nota expressando solidariedade ao povo venezuelano, ressaltando que a população é a principal afetada pelos desdobramentos políticos e militares no país.
A declaração de Leite ocorre em meio à repercussão internacional dos fatos envolvendo a Venezuela e reforça o debate sobre os limites da atuação externa em crises políticas na região.
