Júri do caso de tortura é cancelado de última hora e julgamento fica sem data
O júri popular que julgaria três acusados por tentativa de homicídio em Farroupilha, foi cancelado nesta terça-feira (27), poucas horas antes do início da sessão. O julgamento envolveria os réus Anderson Glock, David Rocha e Fabiano Brum dos Santos, denunciados pelo Ministério Público por participação em um crime ocorrido em agosto de 2021. De acordo com o Judiciário, o cancelamento ocorreu em razão de um problema de saúde envolvendo um dos advogados de defesa. A nova data para a realização do júri deve ser divulgada até o fim desta semana.
A acusação está a cargo do promotor de Justiça Stéfano Lobato Kaltbach, enquanto a defesa é composta pelos advogados Franciele Baú, Saiury Baú, Bianca Baú Porto, Bruno Rafael Reinehr Couto, Leonardo Sagrilo Santiago e Roger de Moraes de Castro. O julgamento será presidido pelo juiz Enzo Carlo Di Gesu. O caso já ganhou grande repercussão regional e estadual por conta de um julgamento anterior relacionado aos mesmos fatos. Em junho de 2025, Ari Glock Junior, proprietário de um haras e apontado como mentor do crime, foi condenado a 42 anos de prisão, pena que posteriormente foi elevada para 45 anos. Ele respondeu por uma série de crimes graves praticados contra um ex-funcionário.
Segundo as investigações, a vítima foi submetida a violência extrema após suspeitas de furto. Mesmo gravemente ferido, o trabalhador sobreviveu e conseguiu relatar os fatos às autoridades, o que deu origem a um dos processos criminais mais complexos já registrados na comarca.
Com o processo desmembrado, os réus restantes aguardam agora a definição de uma nova data para serem levados a júri popular. Até lá, o caso segue gerando expectativa e atenção da comunidade, que acompanha de perto o andamento de um julgamento considerado emblemático para a região.
