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CORSAN cogita fechamento do Passeio da Barragem e prefeito promete reação dura

Corsan, agora sob controle da AEGEA, anuncia intenção de cercar área e impedir circulação de pessoas
05/02/2026 Em Garibaldi
Portal Adesso - Foto: Arquivo

     A possível interdição do Passeio da Barragem, um dos principais espaços de lazer de Garibaldi, acendeu o alerta e provocou forte reação política no município. Durante participação no Programa Prato Limpo, nesta quarta-feira (04), a secretária municipal de Segurança e Mobilidade Urbana, Luciane Baruffi, revelou que a Corsan — hoje uma empresa privada controlada pelo grupo AEGEA — comunicou oficialmente ao prefeito Sérgio Chesini (PP) a intenção de cercar toda a área da barragem e proibir a circulação de pessoas no local.

     Segundo a empresa, o fechamento teria como justificativa a segurança, já que diversos pontos da barragem apresentariam riscos à integridade física dos frequentadores. A medida, no entanto, caiu como uma bomba dentro do próprio governo municipal que não aceita a medida pretendida pela Corsan e diz que fará de tudo para isso não ocorrer.

     O projeto de transformar o entorno da barragem em um grande complexo de lazer foi idealizado durante o governo do ex-prefeito Antônio Cettolin (MDB), que previu investir mais de R$ 1,3 milhão em recursos públicos para a construção de pista de caminhada e ciclovia em um terreno que não era do município.

     A obra, porém, acumulou problemas, enfrentou críticas e foi alvo de sindicância no município. Prevista para ser executada em duas etapas, apenas a primeira foi concluída. No governo seguinte, de Alex Carniel (PP), a segunda fase não avançou, justamente pela ausência de documentos que comprovassem a legalidade do investimento público em uma área pertencente a uma empresa estadual, o que é ilegal e geraria improbidade. Além disso, a pista de caminhada apresentou problemas em vários pontos e alguns trechos precisaram ser refeitos.

     Com a privatização da Corsan e sua incorporação ao grupo AEGEA, o cenário jurídico mudou completamente. Agora, como empresa privada, a controladora tem respaldo legal para decidir livremente sobre o uso e o acesso à área, incluindo o cercamento e o bloqueio do passeio. Mesmo assim, a prefeitura promete enfrentar a decisão.

“Não vamos aceitar”, diz prefeito

     De acordo com a secretária Luciane Baruffi, o prefeito Sérgio Chesini foi categórico ao afirmar que não aceitará o fechamento do espaço. O chefe do Executivo municipal teria sinalizado que adotará “medidas drásticas” para garantir que a população continue utilizando o local para lazer, esporte e convivência comunitária. A fala indica que o tema pode evoluir para embates políticos, administrativos e até judiciais, colocando frente a frente o direito de propriedade da empresa privada e o interesse público da comunidade.

     Enquanto Corsan/AEGEA alegam segurança, e a atual administração sustenta que Garibaldi não pode pagar novamente pela falta de planejamento do passado — agora com o custo social de perder um espaço que já faz parte da rotina da comunidade.

     Procurada, a assessoria de imprensa da Corsan disse que iria se inteirar sobre o assunto e enviaria uma resposta para nossa redação. O que não ocorreu até o fechamento desta matéria. 

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