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Morte do fenômeno musical Mamonas Assassinas completa 30 anos

Tragédia que chocou o país completa três décadas nesta segunda-feira (02)
02/03/2026
Portal Adesso
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     Nesta segunda-feira (2 de março de 2026), completam-se 30 anos da tragédia que marcou a história da música brasileira: o acidente aéreo que levou à morte dos integrantes da Mamonas Assassinas, um dos fenômenos culturais mais intensos e curtos dos anos 1990. O episódio, que interrompeu abruptamente o sucesso meteórico do grupo, continua presente na memória popular — agora com uma nova homenagem planejada que envolve a exumação dos corpos e a criação de um memorial simbólico.

     Formado em Guarulhos (SP) e conhecido por seu humor irreverente, letras irreverentes e shows explosivos, o grupo conquistou o Brasil em apenas nove meses de carreira, chegando a fazer mais de 180 apresentações e vendendo milhões de cópias do álbum homônimo lançado em 1995. Sua música — com hits como Pelados em Santos e Vira-Vira — ainda ecoa nas rádios, festas e playlists de várias gerações, mesmo após três décadas da tragédia.

     Na noite de 2 de março de 1996, após um show em Brasília, o avião Learjet 25D que transportava os cinco integrantes e a tripulação colidiu com a Serra da Cantareira, nos arredores de São Paulo, durante a aproximação para o Aeroporto de Guarulhos. O impacto foi fatal: todos a bordo morreram instantaneamente. A notícia caiu como uma bomba no país. No domingo seguinte, o tradicional programa dominical da televisão brasileira dedicou uma edição especial ao acidente, que rapidamente se transformou em um dos temas mais comentados da década. As imagens do resgate, da romaria de fãs e a comoção popular foram exibidas repetidas vezes, enquanto milhares de pessoas se reuniam em Guarulhos para prestar homenagens aos ídolos que haviam feito o Brasil rir e cantar.

     Com o marco dos 30 anos, um projeto de homenagem ganhou forma em Guarulhos: os corpos dos cinco músicos serão exumados para cerimônia simbólica, com as cinzas sendo utilizadas no plantio de árvores que farão parte de um memorial vivo à banda. A iniciativa é vista como uma forma de manter acesa a lembrança dos artistas e celebrar de maneira sustentável seu impacto cultural e afetivo no país. Para fãs, críticos e historiadores da música, os Mamonas Assassinas representam mais do que um grupo de rock cômico: são um símbolo da efervescência criativa dos anos 1990 no Brasil, um marco na cultura pop que influenciou gerações e cujo fim trágico deixou um legado de saudade e reverência.

     Mesmo após três décadas, a lembrança da banda segue forte — não apenas nas mídias sociais e nas homenagens anuais, mas no repertório afetivo de quem viveu a época e das novas gerações que descobriram suas músicas depois. O fenômeno dos Mamonas Assassinas continua sendo estudado, celebrado e relembrado, um capítulo insubstituível da história musical brasileira. 30 anos depois, o Brasil ainda canta, ri e saudade dos Mamonas — porque a tragédia não apagou o brilho de um legado que ninguém esquece.

Os Mamonas Assassinas eram formados por cinco integrantes, todos naturais de Guarulhos (SP). Eles morreram no acidente aéreo de 2 de março de 1996, no auge do sucesso nacional:

Dinho (Alecsander Alves Leite) — vocalista e principal figura do grupo, conhecido pelo carisma, humor escrachado e improvisos nos shows.


Bento Hinoto — guitarrista, responsável pelos riffs e solos que misturavam rock, metal e paródia.


Júlio Rasec — tecladista, criador de arranjos e efeitos que davam identidade às músicas.


Sérgio Reoli — baixista, conhecido pela presença de palco e linhas de baixo marcantes.


Samuel Reoli — baterista, irmão de Sérgio, sustentava o ritmo energético da banda.

    


O acidente que matou os Mamonas Assassinas

Banda morreu em um acidente áereo em 1996

Larissa Santos, colaboração para a CNN Brasil

     A aeronave, que transportava os cinco integrantes, o vocalista Dinho, Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclados) e Sérgio Reoli (bateria), se chocou com a Serra da Cantareira por volta das 23h16, matando todos que estavam à bordo no momento da colisão. Também estavam embarcados o secretário e assistente da banda Isaac "Shurelambers" Souto, o segurança Sérgio "Reco" Porto, e o piloto Jorge Martins, e o copiloto Alberto Takeda. A viagem começou em 1º de março, em que todos os tripulantes embarcaram no Learjet 25D prefixo PT-LSD, realizado pela Madri Taxi Aéreo, que teve como saída Caxias do Sul, no Rio Grande Sul e uma sequência da paradas. Primeiro, a aeronave pousou em Piracicaba, e de lá, no dia 2 de março, seguiu rumo à Guarulhos. Ao chegar na Grande São Paulo, o grupo seguiu viagem para Brasília às 15h.  Ainda no mesmo dia, às 21h58, a mesma tripulação embarcou de volta de Brasília para Guarulhos, trajeto que nunca chegou ao seu destino.

     O piloto Jorge, que já somava 14 horas de voô, teve dificuldades para pousar no Aeroporto Internacional de Guarulhos e ao fazer uma arremetida na direção contrária, acabou fazendo a aeronave se chocar com a serra - a manobra de arremetida é uma prática convencional, que em padrão, determina que o avião vá para a esquerda para não se chocar com outras aeronaves, porém, em Guarulhos, devido ao relevo, os aviões devem ser direcionados para a direita. O que não foi observado pelo profissional, que seguiu a instrução convencional.

     Ás 23h16, após alguns desentendimentos de informações entre o controle de voo regional e os pilotos no comando a aeronave, o avião colidiu com um dos morros em uma atitude de mais de mil metros. Ao perceber que não havia mais resposta da aeronave, um piloto do Varig 854 identificou uma nuvém densa e escura de fumaça na região. As equipes de resgate chegaram horas depois ao local do acidente, uma região de acesso difícil entre as montanhas. Ninguém foi encontrado com vida.

     Uma investigação instaurada pela Agência Nacioanl de Aviação Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico, estipulou que a principal causa do acidente foi a exaustão do piloto, que estava no ar com a banda desde o dia anterior. Entre outros motivos, também é apontada a baixa de visibilidade devido à noite e falta de iluminação aérea, perda de contato com a torre principal, falha na aeronave e a falta de experiência do copiloto, Alberto.
















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