Polícia

Mulher é presa suspeita de mandar matar o marido em Bento Gonçalves

Crime ocorreu em 2021, investigação foi reaberta e aponta que vítima foi executada
04/03/2026 Em Bento Gonçalves
Portal Adesso - Foto: divulgação

     A Polícia Civil  prendeu preventivamente uma mulher que era estagiária de Direito, de 36, anos suspeita de ser a mentora intelectual do assassinato do próprio companheiro, Roberto Fortunato Dall Agnol, que também era advogado. O crime ocorreu em setembro de 2021 e, à época, foi tratado como latrocínio — roubo seguido de morte. A prisão foi efetuada pela 1ª Delegacia de Polícia do município após a reabertura do inquérito, que passou a apontar a existência de um plano premeditado para executar a vítima e simular um assalto.

     O homicídio ocorreu no bairro Conceição. O advogado foi encontrado amarrado, com sinais de violência e morto com um disparo na nuca dentro da própria residência. Dois homens chegaram a ser presos e condenados pelo roubo seguido de morte. Com o avanço das investigações, porém, a Polícia Civil identificou indícios de que o crime teria sido arquitetado pela própria companheira da vítima.

     Segundo a polícia, a advogada teria planejado a execução com antecedência e fornecido as chaves de acesso ao imóvel aos executores. A investigação também aponta que ela teria ajustado detalhes da ação criminosa e estaria na residência no momento dos fatos. Ainda conforme o inquérito, houve simulação da subtração de bens para sustentar a versão de latrocínio e afastar suspeitas.

     A reabertura do caso ocorreu após a análise de novas provas técnicas, incluindo cruzamento de dados e elementos que indicariam ligação direta entre a investigada e os executores. Durante o aprofundamento das diligências, a Polícia Civil também identificou tentativas de intimidação contra a equipe responsável pelo caso. De acordo com os investigadores, a suspeita e o atual companheiro teriam enviado ameaças anônimas com o objetivo de obstruir o andamento do processo.

     Com o uso de inteligência cibernética, a origem das mensagens foi rastreada, o que reforçou os indícios de fraude processual e tentativa de retaliação contra agentes públicos.

     A Justiça decretou a prisão preventiva com base no risco à ordem pública e à instrução criminal. A polícia afirma que as investigações continuam para esclarecer todos os desdobramentos do caso. Em nota, a corporação destacou que a ação reforça o compromisso com a responsabilização de crimes graves, independentemente do tempo decorrido ou da condição social dos envolvidos.



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