Saúde

Quase 1 tonelada de carne clandestina é apreendida em Bento Gonçalves

Produtos com origem ilegal e risco à saúde pública foram apreendidos nesta sexta-feira
10/04/2026 Em Bento Gonçalves
Portal Adesso - Foto: Divulgação

     Uma operação conjunta realizada na manhã desta sexta-feira (10) revelou um cenário alarmante em Bento Gonçalves. Uma distribuidora de carnes foi interditada após fiscais encontrarem quase uma tonelada de produtos impróprios para o consumo humano sendo manipulados e comercializados de forma clandestina.

     A ação envolveu Fiscais Estaduais Agropecuários da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapi/RS), equipes do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e agentes da Delegacia de Proteção ao Consumidor (Decon), da Polícia Civil. No local, foram constatadas graves irregularidades que colocavam em risco direto a saúde da população. Segundo os fiscais, as carnes eram provenientes de abatedouros clandestinos, sem qualquer controle sanitário ou garantia sobre as condições de saúde dos animais. Além disso, não havia qualquer rastreabilidade dos produtos, o que impede a identificação de origem e qualidade.

     O que mais chamou a atenção das autoridades foi o estado dos alimentos. As carnes apresentavam coloração escurecida, aspecto considerado repugnante, além de estarem mal acondicionadas, com sinais claros de deterioração e acúmulo excessivo de sangue — características que indicam alto risco de contaminação. Como se não bastasse, o estabelecimento operava sem autorização para manipular produtos de origem animal e ainda utilizava rótulos adulterados para simular regularidade, enganando consumidores e dificultando a fiscalização.

     Ao todo, 977 quilos de carne foram descartados por estarem impróprios para consumo. A distribuidora foi imediatamente interditada, e o responsável pelo local foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Bento Gonçalves, onde serão adotadas as medidas legais cabíveis. As autoridades reforçam o alerta à população: é fundamental verificar a procedência dos alimentos e exigir a presença de selos de inspeção oficiais, como SIM, SIE ou SIF. Preços muito abaixo do valor de mercado também devem servir como sinal de desconfiança.

     O caso acende um alerta importante sobre os riscos do consumo de produtos clandestinos e reforça a necessidade de fiscalização rigorosa para garantir a segurança alimentar da população.




MAIS NOTÍCIAS