Corrida ao Palácio Piratini esquenta a menos de 6 meses da eleição
A corrida pelo governo do Rio Grande do Sul entrou em uma fase decisiva e marcada por mudanças significativas. A menos de seis meses das eleições gerais, o cenário político passou por uma reconfiguração: três nomes deixaram a disputa, enquanto novas alianças e articulações alteraram o equilíbrio entre os pré-candidatos. Atualmente, cinco nomes seguem oficialmente colocados na corrida ao Palácio Piratini, cada um com estratégias e apoios distintos.
Entre eles está Gabriel Souza (MDB), atual vice-governador, que aposta na continuidade das gestões recentes no Estado. Sua pré-candidatura reúne uma base ampla, com apoio de partidos como PSD, União Brasil, PRD e Solidariedade. O vice na chapa é o deputado estadual Ernani Polo.
Já Juliana Brizola (PDT) ganhou força nos últimos dias com a possível adesão de partidos de esquerda, incluindo o PT. O movimento ocorre após intervenção da executiva nacional petista e ainda depende de definições internas, como a escolha do vice.
Outro nome de peso é Luciano Zucco (PL), o deputado federal mais votado do Estado em 2022. Ligado ao campo conservador, ele reúne uma das maiores coligações até o momento, com apoio de partidos como PP, Republicanos, Novo e Podemos. Sua vice será a deputada estadual Silvana Covatti.
Pelo PSDB, o nome é Marcelo Maranata, que deixou a prefeitura de Guaíba para disputar o governo estadual. Ele percorre o Estado em busca de apoio e terá como vice Betty Cirne Lima, em uma chapa que marca o reposicionamento do partido no cenário gaúcho. Fechando a lista, Rejane Oliveira (PSTU) representa uma candidatura independente, com perfil ligado ao sindicalismo e à educação pública. O partido deve concorrer sem alianças.
Reviravoltas e desistências
O cenário atual também é resultado de desistências importantes. O caso mais recente foi o de Edegar Pretto, que retirou sua pré-candidatura após decisão da direção nacional do PT, abrindo caminho para o apoio à candidatura de Juliana Brizola. No início do ano, o PP também viveu uma disputa interna entre Ernani Polo e Covatti Filho. Apesar da escolha inicial de Covatti Filho, o alinhamento com o PL acabou levando o partido a apoiar Luciano Zucco, retirando ambos da cabeça de chapa. As mudanças provocaram efeitos em cadeia: Ernani Polo deixou o PP, migrou para o PSD e acabou integrado como vice na chapa de Gabriel Souza.
Cenário em aberto
Com alianças ainda em consolidação e definições pendentes, a disputa pelo governo do Estado segue aberta e sujeita a novos desdobramentos. Nos próximos meses, a tendência é de intensificação das articulações políticas e maior exposição dos pré-candidatos, em um cenário que promete ser um dos mais movimentados dos últimos anos no Rio Grande do Sul.
