Agricultura


Preço mínimo da uva para a Safra 2017 deverá ser R$ 0,92

26/10/2016 Ibravin - Foto: Silvia Tonon

 

     Lideranças das entidades que representam produtores de uva, cooperativas e indústria vinícola chegaram a consenso e definiram o preço mínimo em R$ 0,92 centavos ao quilo da variedade Isabel a 15 graus.

     A proposta foi apresentada na tarde desta terça-feira (25), em encontro com o coordenador geral da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Salomão, e com a analista de mercado da uva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Flávia Starling Soares. Após a definição do preço a ser pago para a variedade de referência, a decisão será encaminhada ao Conselho Monetário Nacional. A previsão é de que seja publicado no Diário Oficial até o final de novembro.

     O coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Denis Debiasi, comemorou o fato do setor ter chegado a um acordo, com aumento real de cerca de 10% em relação à última safra. Debiasi também assinalou o interesse dos órgãos de governo que participaram da discussão para a publicação do preço mínimo antes do início da safra. "Chegar a um consenso num ano tão difícil para a economia e após uma quebra de safra que chegou a quase 60% mostra o amadurecimento do setor", disse. Na safra 2015/2016 o preço mínimo foi fixado em R$0,78.

     Representando a indústria, os presidentes da Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), Evandro Lovatel, do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Beb. Derivados da Uva e do Vinho do Rio Grande do Sul (Sindivinho/RS), Gilberto Pedrucci, e da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Dirceu Scottá, ressaltaram a preocupação da indústria em remunerar o produtor de uma forma justa e valorizaram o diálogo entre os elos da cadeia produtiva.

     Pedrucci explica que a decisão da indústria em conceder o aumento no preço mínimo levou em conta a preocupação para a recomposição das perdas dos viticultores com a quebra de safra. "Estamos vivendo um ano difícil para a comercialização dos nossos produtos, com redução que chega a mais de 10% em alguns produtos, mas sabemos que não é por culpa do produtor. O acordo deste ano prevê que em 2017 voltamos a nos reunir para analisar o mercado e definirmos um preço mínimo que esteja de acordo com volume da safra e com os estoques", adianta.

    

 

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