Polícia


Delegado rejeita apreensão e suspeito de estupros é solto em Farroupilha

08/06/2015 Rádio Spaço FM - Farroupilha

     O que deveria ser o alivio da população, acabou por gerar mais tensão no começo da noite da última sexta-feira (05). Durante a tarde, após denúncias, a Brigada Militar apreendeu um homem que seria o suspeito de cometer dois estupros no bairro Santa Catarina. O homem foi levado ao hospital São Carlos para exame de delito, e foi reconhecido pelas duas vítimas. Ao chegar à delegacia, o Delegado Tiago Vicentini de Oliveira recusou receber o suspeito, que permaneceu na viatura da Brigada Militar. As vítimas dos estupros que reconheceram o autor dos crimes foram ouvidas pela Polícia Civil. Populares juntamente com as famílias das vítimas e do suspeito estiveram na delegacia e os ânimos ficam exaltados, pessoas começaram a se aglomerar em frente à delegacia, chamando o delegado.

     Ouvido pela Rádio Spaço FM, o Juiz Mario Maggioni explicou não ser possível realizar a prisão do suspeito, já que segundo a legislação, a Brigada Militar não pode realizar a apreensão de alguém se não for por flagrante ou por determinação judicial. Com revolta da população fora da delegacia o suspeito foi retirado do local e liberado em local não informado.

     Já o delegado Thiago Vicentini de Oliveira disse que a liberação do suspeito foi porque não havia provas. Já era passada das 20h30min quando, após se reunir com promotoria e delegacia regional, o delegado de Farroupilha, Dr. Thiago Vicentini de Oliveira recebeu a imprensa e explicou o porquê da Polícia Civil não receber o suspeito apontado pela Brigada Militar e pela comunidade do bairro Santa Catarina como o autor de dois estupros. Apresentado sem mandato expedido e sem flagrante, o suspeito ficou por mais de duas horas no camburão de uma viatura da BM e viu o público se acumular no entorno da delegacia. Sem poder registar a prisão do homem, o delegado explicou que a investigação estava em andamento e que mesmo que as vítimas tivessem reconhecido o suspeito, não poderia prendê-lo sem provas concretas uma vez que as vítimas teriam dado outras características em um outro depoimento.

MAIS NOTÍCIAS