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Dois anos de espera: cratera segue aberta na ERS-431 e revolta moradores

Obra que liga Serra ao Vale do Taquari prometida pelo DAER segue abandonada
04/07/2025 Em Bento Gonçalves
Portal Adesso

     Motoristas que trafegam pela ERS-431, entre Bento Gonçalves e São Valentim do Sul, seguem enfrentando sérios problemas de infraestrutura. O trecho próximo ao km 49 abriga uma cratera de grandes proporções que, embora pareça recente para quem não conhece a estrada, está aberta há quase dois anos. Apesar de alertas constantes da comunidade, o local segue sem uma solução definitiva.

     A via é estratégica por conectar a Serra Gaúcha ao Vale do Taquari e ao norte do Estado. No entanto, o que era para ser uma rota de escoamento da produção e acesso entre regiões se transformou em sinônimo de insegurança e transtornos diários. À noite, o perigo aumenta consideravelmente. Sem sinalização adequada e com vários pontos comprometidos, o risco de acidentes é iminente.

     Além das ameaças à segurança, os danos estruturais na rodovia afetam diretamente os serviços básicos. Eduardo Navarini,residente da região, conta que a comunidade ficou sem rede de abastecimento de água após os danos provocados na estrada. A solução provisória foi improvisar uma mangueira, mas ela acaba sendo rompida a cada intervenção emergencial feita na via.

     Outro ponto de preocupação é a ponte Santa Bárbara, situada a poucos quilômetros da cratera. A estrutura foi levada pelas fortes chuvas em setembro de 2023 e, desde então, o deslocamento até São Valentim do Sul é realizado por balsa, o que dificulta ainda mais a mobilidade.

     O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), responsável pela manutenção da ERS-431, afirma que serviços de reparo estão sendo executados ao longo do trecho. Segundo o órgão, um investimento de R$ 101 milhões está previsto para recuperação de 22 quilômetros da estrada entre Bento e São Valentim do Sul. No entanto, ainda não há prazo definido para o início da restauração da cratera nem para a reconstrução da ponte.

     Enquanto isso, moradores e motoristas seguem expostos à precariedade da infraestrutura.


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