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"Deus foi bondoso comigo", diz prefeito Chesini lembrando do livramento no voo da TAM

Sérgio Chesini escapou da morte na maior tragédia da aviação brasileira em 2007
17/07/2025 Em Garibaldi
Portal Adesso - Foto: Arquivo/Daniel Carniel/Portal Adesso

     Neste 17 de julho de 2025, o Brasil recorda os 18 anos do trágico acidente com o voo TAM 3054, considerado o maior desastre aéreo da história do país. A aeronave da companhia TAM partiu de Porto Alegre com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas, ao tentar pousar sob chuva intensa e pista molhada, não conseguiu frear, atravessou a avenida Washington Luís e explodiu ao colidir com o prédio da TAM Express e um posto de combustíveis.

     No total, 199 pessoas perderam a vida – 187 ocupantes do avião e 12 em solo. O impacto e as chamas causaram uma comoção nacional e geraram profundas mudanças nas regras de segurança da aviação brasileira. Mas, em meio à tragédia, histórias de sobrevivência impressionam até hoje. Uma delas é a do atual prefeito de Garibaldi,  o empresário Sérgio Chesini, que escapou do desastre por um detalhe que ele atribui à intervenção divina.

     “A secretária cometeu um erro na hora de comprar minha passagem e, por isso, fiquei para embarcar em outro voo. Só mais tarde entendi o tamanho do livramento que tive. Deus foi bondoso comigo”, afirmou Chesini em entrevista exclusiva ao PORTAL ADESSO. À época, Chesini viajava a trabalho junto com o colega e presidente da empresa que ele atuava, o presidente do Moinhos Cruzeiro do Sul, Rubem Wiethaeuper. O erro na emissão da passagem trocou a data do voo, impedindo que embarcassem no fatídico JJ 3054. A história, que parecia um contratempo trivial, acabou salvando sua vida.

     O relatório oficial do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) apontou falhas na condução da aeronave, problemas no sistema de freios e ausência de ranhuras (grooving) na pista de Congonhas, que estava recém-recapeada, mas sem a devida drenagem. O caso motivou mudanças severas nas normas da aviação e levou à modernização do aeroporto paulistano. O acidente também gerou mobilização nacional por mais segurança, com homenagens às vítimas todos os anos e discussões sobre responsabilidades institucionais. Um documentário lançado recentemente pela Netflix, inclusive, traz imagens do próprio Chesini mostrando o momento em que soube do acidente e entendeu o que havia escapado.

     Dezoito anos depois, o episódio continua vivo na memória dos brasileiros. Para familiares, amigos e sobreviventes indiretos, como Sérgio Chesini, as marcas da tragédia permanecem. “Quando penso naquele dia, me emociono. Eu devia estar naquele avião. Me pergunto até hoje por quê não estava. Só consigo agradecer”, conclui o prefeito que acredita que Deus lhe deu uma missão e que naquela momento ela ainda não estava concluída. 

     Coincidência, sorte ou missão divina, o fato é que não embarcando naquele voo fatídico, Sérgio Chesini se elegeu vice-prefeito de Garibaldi em 2020 em uma chapa que tinha como candidato a prefeito Alex Carniel (PP). Logo depois uma reviravolta jurídica fez com que a cidade tivesse eleição complementar e Chesini, juntamente na chapa com Valério Mayer se elegeu prefeito com mais de 80% dos votos e em 2024, foi reeleito prefeito da cidade, com larga vantagem de votos, vencendo em todas as urnas da cidade contra o candidato Antônio Cetolin (MDB). 

     Todos os dias 17 de julho, Sérgio Chesini, juntamente com a esposa Nilsa e familiares abrem uma espumante para celebrar a vida. Aos 74 anos, o atual prefeito agradece a Deus por estar vivo e destaca que poderia ter partido com apenas 56 anos em 2007.

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