Polícia

Garibaldi enfrenta onda de estelionatos por meio digitais e telefone

Delegado de Polícia participou do Programa Prato Limpo falando sobre os casos
15/08/2025 Em Garibaldi
Portal Adesso - Fotos: Luciano Eduardo / ADESSO TV

     A “Terra do Champanha” acendeu o sinal vermelho para a criminalidade. Nesta quinta-feira (14), o delegado titular da Polícia Civil de Garibaldi, Clóvis Rodrigues de Souza, revelou, em entrevista ao programa Prato Limpo no canal ADESSO TV, que a cidade enfrenta uma verdadeira enxurrada de golpes. O estelionato, segundo ele, é o crime que mais cresce no município, com moradores caindo diariamente em armadilhas de criminosos cada vez mais criativos — e impiedosos.

     Mas a preocupação não para por aí. O delegado também alertou para o avanço de casos de violência doméstica, que já deixam marcas profundas na comunidade. Apesar da existência de uma rede de atendimento às vítimas, Dr. Clóvis fez um apelo por mais envolvimento dos órgãos públicos para ampliar a prevenção e o acolhimento. O alerta se intensificou após o registro, no mês passado, do primeiro feminicídio do ano em Garibaldi. Em 2024, a cidade não havia contabilizado nenhum crime dessa natureza, e o caso atual acende uma perigosa luz de advertência. “Temos avanços, mas precisamos trabalhar de forma mais ampla e integrada para reduzir esses números”, enfatizou o delegado.

     Entre os avanços, ele destacou o sistema de monitoramento eletrônico de agressores, implantado de forma e pioneira na Serra Gaúcha. A tecnologia obriga agressores a usarem tornozeleira eletrônica, enquanto vítimas portam dispositivos de alerta que acionam a Brigada Militar caso haja aproximação.  Além disso, o delegado ainda falou do apoio que a Polícia Civil recebe em Garibaldi da OAB por meio do Projeto Mais Marias, que já se tornou referência na proteção de mulheres ameaçadas. Ele também destacou a atuação do Grupo Elas, que tem trabalhado incansavelmente no apoio a segurança pública da cidade.

    Mesmo assim, o cenário local acompanha um panorama nacional assustador. O Brasil registrou 1.459 feminicídios em 2024 — média de quatro mulheres mortas por dia. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que 35% das mulheres já sofreram violência física ou sexual por parceiro íntimo, mas a subnotificação ainda encobre uma parte considerável dessa realidade. Para reduzir barreiras e acelerar o atendimento, a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul lançou recentemente uma plataforma online que permite solicitar medidas protetivas e registrar ocorrências de violência doméstica sem sair de casa.

     Apesar dos recursos e tecnologias em operação, o delegado Clóvis Rodrigues de Souza reforça: combater golpes e proteger vítimas de violência depende, acima de tudo, da denúncia e da mobilização de toda a comunidade.

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