Polícia

É de Farroupilha o cliente que ofendeu garçom em Carlos Barbosa

Homem foi detido após ofender garçom com frase racista na frente de dezenas de testemunhas
25/08/2025 Em Carlos Barbosa
Portal Adesso - Imagem Ilustrativa

     Um ato de racismo explícito, revoltante e vergonhoso chocou os frequentadores do tradicional Clube União, em Carlos Barbosa, no último sábado (23). Um homem, natural de Farroupilha, foi detido após proferir ofensas racistas contra um garçom do estabelecimento, em plena luz do dia, diante de várias pessoas. De acordo com relatos de testemunhas, o cliente — que não teve o nome divulgado pela polícia — teria dito a frase: “Esse negro passou duas vezes aqui e não me atendeu, e lugar de negro é no Haiti.” A declaração, de teor brutal e discriminatório, causou indignação imediata entre os presentes e levou o proprietário do restaurante a acionar a Brigada Militar.

     O caso ocorreu por volta do meio-dia, horário de grande movimento no restaurante. Sentindo-se humilhado, o garçom relatou ter ficado profundamente abalado com o episódio, classificando a situação como “constrangedora e revoltante”. O suspeito fugiu do local após a confusão, mas foi localizado no centro da cidade, nas proximidades da prefeitura de Carlos Barbosa. Ele foi reconhecido, algemado e conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Bento Gonçalves, onde o registro da ocorrência foi formalizado.

     Nesta segunda-feira (25), novas informações foram divulgadas à imprensa, lançando ainda mais luz sobre a gravidade do caso. O boletim de ocorrência, agora público, descreve em detalhes o comportamento agressivo e as palavras utilizadas pelo acusado, reforçando o teor racista da ação. O documento será peça-chave na apuração dos fatos pela Delegacia de Polícia de Carlos Barbosa, que assumiu o inquérito.

     Conforme o delegado plantonista Tiago Baldin, o suspeito foi ouvido e liberado logo após o registro. A vítima também prestou depoimento e o caso deve ser investigado como crime de injúria racial, previsto no Código Penal. A comunidade local e entidades de direitos humanos exigem justiça. O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e reacende o debate sobre o racismo ainda presente — e muitas vezes silencioso — na sociedade brasileira.

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