Após meses sem ser atendida, mulher se acorrenta em frente ao Hospital de Farroupilha
Uma cena dramática chamou a atenção em Farroupilha nesta quarta-feira (17). Inconformada com a longa espera por tratamento, uma moradora da cidade decidiu prender-se com correntes em frente ao Hospital São Carlos. O protesto extremo foi a forma encontrada por ela para exigir o fim de uma rotina marcada por sangramentos contínuos que a acompanham há cerca de oito meses.
Moradora do bairro Santa Catarina em Farroupilha, ela relatou que está há oito meses sofrendo sangramentos causados por um mioma no útero. a paciente ainda relatou que já se consultou com quatro médicos e foi informada que seu problema de saúde só será resolvido com a retirada do útero. Desta forma ela se acorrentou no local e afirmou sair dali somente para fazer a cirurgia. “Um ato de desespero porque eu estou a oito meses sangrando”, disse ela na calçada.
A atitude rapidamente mobilizou gestores da saúde, que compareceram ao local e abriram diálogo com a manifestante. Após horas de impasse, a instituição confirmou que a paciente será submetida a exames ainda dentro da própria casa de saúde, medida que pode acelerar um procedimento cirúrgico já indicado em consultas anteriores. O episódio expôs a angústia de quem enfrenta a espera em filas do sistema público. A paciente, identificada como Patrícia Lima, de 47 anos, reforçou que só cederia ao ato caso recebesse a garantia de atendimento adequado. Mesmo após momentos de negociação, ela chegou a retomar o protesto, deixando claro que não aceitava seguir sem respostas concretas.
A direção do hospital São Carlos informou que irá oferecer todo o suporte necessário até a definição do tratamento definitivo. Autoridades municipais também acompanharam o caso e destacaram que a situação deve servir de alerta para a urgência em agilizar processos que envolvem a saúde da população.
Com os exames agendados, a expectativa é de que a paciente seja encaminhada para cirurgia nos próximos dias, colocando fim a uma espera que já ultrapassa limites de tolerância. A superintendente do hospital, Janete Toigo, informou que Patrícia está na fila do SUS na posição 120. Janete também conversou com a paciente colocando toda a estrutura da instituição do hospital para que Patrícia seja atendida da melhor forma, mas ela não quis se desacorrentar. A superintendente salientou que a fila é gerida pelo governo do estado.
