Trânsito

CSG testa novas tintas em rodovia da Serra para enfrentar neblina

Pista experimental avalia quais materiais garantem mais visibilidade à noite e sob chuva
17/02/2026 Em Carlos Barbosa
Portal Adesso - Foto: CSG

     A segurança viária na Serra Gaúcha entrou em modo laboratório. A Concessionária Caminhos da Serra Gaúcha - CSG implantou uma pista-teste inédita no km 6 da ERS-446, em Carlos Barbosa, para avaliar quais tintas de sinalização horizontal oferecem mais durabilidade e visibilidade em um dos trechos mais desafiadores da região, conhecido pela neblina frequente e baixa visibilidade.

     O estudo, que não interfere no tráfego, compara o desempenho de três formulações aplicadas diretamente no asfalto: Tinta Tricomponente (plástico a frio), Acquaplast® e Acquaplastic EPX. As faixas transversais foram instaladas próximas ao ponto do pedágio eletrônico free flow, e serão monitoradas por oito meses, com medições quinzenais para acompanhar o desgaste do material.

     O foco técnico do experimento é a retrorrefletividade — a capacidade da pintura refletir a luz dos faróis de volta ao motorista. Em termos práticos, quanto maior esse índice, mais brilhante e visível a faixa aparece à noite e sob chuva. Esse efeito depende do sistema tinta–microesfera: minúsculas esferas de vidro incorporadas à pintura que funcionam como microespelhos, devolvendo a luz na direção do condutor. Quando a retrorrefletividade cai, diminui a distância de visualização das faixas e encurta o tempo de reação do motorista — fatores diretamente associados ao aumento do risco de acidentes.

     Além do brilho da sinalização, o estudo cruza volume de tráfego e índices de precipitação para entender como o fluxo intenso de veículos e o clima aceleram a degradação. O objetivo é gerar dados robustos para planejar manutenção preventiva, priorizar pontos críticos e otimizar investimentos com base em evidência técnica. “Para quem trafega, o impacto é direto: sinalização mais visível significa mais antecedência para identificar limites de pista e orientações viárias, especialmente em trechos sujeitos à neblina e baixa luminosidade”, explica Ricardo Peres, diretor-presidente da CSG.

     Se os resultados confirmarem ganhos de desempenho, a experiência pode redefinir o padrão de pintura viária adotado na região — transformando tecnologia aplicada ao asfalto em mais segurança no volante.




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