Arki teve contratos milionários, diversos aditivos e prorrogações em Garibaldi
Ao analisar contratos públicos disponíveis no site do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, chama atenção a trajetória da empresa Arki Assessoria e Serviços Ltda junto à Prefeitura Municipal de Garibaldi. Documentos oficiais mostram que a empresa mantém vínculos com o município há vários governos consecutivos, acumulando contratos, aditivos e prorrogações que elevam significativamente os valores pagos com recursos públicos. Embora ela esteja sendo investigada na Operação Lamaçal da Polícia Federal por suspeitas de corrupção em licitações envolvendo a prefeitura de Lajeado e de ser sócia oculta de empresa ligadas a ex-secretários do MDB em Garibaldi, a Prefeitura de Garibaldi e os últimos quatro prefeito da cidade não são citados s e nada tem a ver com as investigações.
Um dos Contratos que encontramos no site do tribunal de Contas é o de nº 63/2019, firmado durante a gestão do então prefeito Antônio Cettolin, por meio do Pregão Presencial nº 28/2019.
📄 O que diz o contrato
O objeto do contrato previa a contratação de empresa especializada para prestação de serviços terceirizados de recepcionista para secretarias municipais. A empresa vencedora foi a Arki Assessoria e Serviços Ltda, sendo que o mesmo teve a assinatura realizada em 1º de abril de 2019. A vigência era até 31 de março de 2020 e o valor inicial era de R$ 744 mil, mas com o passar do tempo, o contrato sofreu sucessivos aditamentos, prática comum na administração pública, mas que, neste caso, chama atenção pelo impacto financeiro acumulado.
Os registros oficiais indicam que, em 31 de outubro de 2019, foi firmado um termo aditivo com acréscimo de R$ 37.200,00, justificado por aumento de quantitativo de serviços. Já em 31 de março de 2020, houve uma renovação contratual por 60 dias, com novo acréscimo de R$ 124 mil. Com isso, o contrato, que começou em R$ 744 mil, alcançou o valor atualizado de R$ 959.218,12, aproximando-se da marca de R$ 1 milhão.
Um dos termos de aditamento foi assinado pelo então secretário municipal Micael Carissimi, conforme consta na documentação oficial.

O caso ganha contornos ainda mais sensíveis porque a Arki é apontada, segundo apurações, como empresa que a Polícia Federal suspeita ter ligação societária com a empresa Plati, de Garibaldi, informação que reforça o interesse público sobre a origem, continuidade e fiscalização desses contratos. Outro dado que chama atenção é a longevidade da Arki dentro da estrutura administrativa do município de Garibaldi.
Conforme levantamento, a empresa presta serviços à Prefeitura desde a gestão de Cirano Cisilotto (PT), atravessando os governos de Antônio Cettolin (MDB), Alex Carniel (PP) e chegando até a atual administração de Sérgio Chesini (PP). A repetição de contratos ao longo de diferentes gestões levanta questionamentos sobre continuidade administrativa, dependência de fornecedores e critérios de concorrência, temas recorrentes em análises de controle externo e transparência pública.
Todos os dados citados estão disponíveis em portais oficiais de acesso público, como o Tribunal de Contas do Estado, e reforçam a importância do acompanhamento contínuo dos gastos públicos por parte da sociedade, da imprensa e dos órgãos de controle.
Quem quiser acessar os dados, clique neste link
https://portal.tce.rs.gov.br/aplicprod/f?p=50500:23:::NO:23:P23_ID_CONTRATO,P23_PAG_RETORNO,F50500_CD_ORGAO:749564,22,48500&cs=1nKBsf12e62BVfJWqRBiZarCK_IM
