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Polícia Federal bate à porta da prefeita de Estrela por possível crime eleitoral

Investigação aponta indícios de irregularidades nas eleições de 2024 como compra de votos
24/04/2026
Portal Adesso - Foto: Gabriel Santos / arquivo pessoal/Grupo A Hora

      A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), uma operação para apurar suspeitas de crimes eleitorais no Vale do Taquari. Entre os alvos está a prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil), investigada por suposta prática de compra de votos e uso de recursos não declarados durante a campanha de 2024.

     Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados nos municípios de Estrela e Cruzeiro do Sul. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Eleitoral de Novo Hamburgo. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, prática conhecida como caixa 2. A investigação apura, entre outros pontos, a concessão de benefícios em troca de apoio político durante o período que antecedeu o pleito.

     Entre as possíveis irregularidades estão o favorecimento de pacientes em filas de exames, distribuição de materiais de construção, concessão de benefícios sociais e transferências de valores. Também é investigada a hipótese de utilização de recursos financeiros não declarados na prestação de contas da campanha. Outro eixo da apuração envolve a suposta articulação para transferência de domicílio eleitoral de eleitores de outros municípios. Segundo as investigações, haveria indícios de que aliados teriam sido utilizados para nomear eleitores em cargos de confiança em Cruzeiro do Sul, mediante apoio político.

     A operação, denominada Ambitus Sidum, foi autorizada após o compartilhamento de provas obtidas na Operação Rêmora, realizada em dezembro de 2024 pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal. O inquérito teve aval do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, por envolver autoridade com mandato. Durante as diligências, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que serão submetidos à análise pericial. Os investigados poderão responder pelos crimes previstos no Código Eleitoral.

     Até a última atualização desta reportagem, a prefeita não havia se manifestado.

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