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Prometidas em 120 dias, casas para vítimas da enchente em Santa Tereza completam um ano

Obra que deveria ser solução rápida já consumiu R$ 6,8 milhões e segue sem data para inauguração
04/09/2025
Portal Adesso - Foto: Divulgação

     O sonho da casa própria virou espera angustiante para 24 famílias de Santa Tereza, na Serra Gaúcha. Anunciadas como resposta emergencial às enchentes que devastaram o município, as unidades habitacionais já ultrapassaram um ano de obras — mesmo após a promessa inicial de conclusão em apenas 120 dias.

     O empreendimento, financiado pelo governo do Estado dentro do programa A Casa é Sua – Calamidade, enfrenta uma sequência de atrasos. O motivo, segundo a Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), foi a necessidade de erguer muros de arrimo no terreno do Loteamento Popular Stringhini II. A estrutura, essencial para conter o desnível do solo, acabou custando mais caro que as próprias residências. Com isso, o orçamento explodiu: dos R$ 3,3 milhões previstos no início, o gasto saltou para R$ 6,8 milhões. O município também ficou encarregado de executar a infraestrutura complementar, como rede elétrica, esgoto e drenagem.

     Cada casa terá 44 metros quadrados, divididos em dois quartos, sala e cozinha integradas, banheiro e espaço externo. Apesar de estarem em fase final, segundo a construtora responsável, não há data confirmada para entrega. A frustração é ainda maior porque prazos já foram anunciados e não cumpridos.

     Em junho, a Sehab projetava setembro como mês da entrega. Pouco depois, o governador Eduardo Leite e o secretário Carlos Gomes chegaram a indicar agosto como o prazo limite. Nenhuma dessas previsões se concretizou.

     Agora, uma reunião marcada para 10 de setembro, no próprio canteiro de obras, deve reunir representantes do governo estadual, técnicos da Sehab, a prefeita de Santa Tereza, Gisele Caumo, e a construtora para avaliar o que falta e, finalmente, tentar definir um cronograma definitivo. Enquanto isso, famílias continuam improvisando: algumas vivem em casas alugadas, outras em moradias de parentes, e há quem siga em áreas de risco, sem saber quando receberá as chaves da nova residência.






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