Presidente da concessionária de pedágio admite atraso nas duplicações
Embora o pedágio já vem sendo cobrado a mais de um ano, a duplicação das principais rodovias da Serra Gaúcha ainda não saíram do papel. O diretor-presidente da empresa Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), Ricardo Peres, confirmou nesta segunda-feira (22), que a concessionária está pronta para dar início às obras previstas em contrato, assim que o governo estadual oficializar o reequilíbrio contratual que está em análise. O reequilíbrio segundo ele, é devido aos gastos que a empresa teve durante a enchente do ano passado, verba utilizada pela empresa que não estava prevista.
De acordo com Peres, o processo já tramita na Secretaria da Reconstrução Gaúcha e na Agergs, responsável pela fiscalização. O pacote inclui projetos de resiliência não previstos originalmente e que devem receber R$ 215 milhões do Fundo de Reconstrução do Estado (Funrigs). Entretanto, a concessionária já admite que não conseguirá cumprir o cronograma original.
A CSG solicitou prorrogação de 15 meses para entregar os trabalhos na RS-122, no contorno de Caxias do Sul, e na RS-453, entre Farroupilha e Garibaldi — obras que deveriam ser concluídas em janeiro. Em entrevista nesta segunda, Peres destacou que a prioridade poderá ser dada às intervenções mais complexas, como os viadutos sobre a Rua Ludovico Cavinato e o acesso ao bairro Cidade Industrial, além da ponte sobre o Arroio Tega, todos em Caxias do Sul, já em andamento.
As novas faixas devem ser implantadas na RS-122, entre São Vendelino e Farroupilha; e entre o km 69 (viaduto torto) e o km 80 (saída para Flores da Cunha), no contorno norte de Caxias; além de pista tripla no perímetro de Caxias a Farroupilha. A RS-453 terá duplicação entre o km 101, no entroncamento com a BR-470, e o km 119, no início do trecho já duplicado que cruza a área urbana de Farroupilha. Também será implantada terceira faixa entre os kms 119 e 121, no entroncamento de saída para Porto Alegre
Caso o reequilíbrio seja aprovado ainda neste ano, a Serra poderá viver um novo capítulo em sua infraestrutura viária, mas também terá que conviver com atrasos no calendário oficial de duplicações.
