Polícia

Romeu do Uno volta à cena, ignora a Lei Maria da Penha e acaba preso

Mesmo protagonista do atropelamento-sequestro em Carlos Barbosa reaparece, insiste no enredo e se da mal
09/01/2026 Em Carlos Barbosa
Portal Adesso

      Lembra daquele roteiro que parecia exagero até para novela das nove? Pois é. O “clássico moderno” do trevo de Carlos Barbosa voltou à programação — agora com desfecho menos cinematográfico e mais institucional: prisão.

     O homem que em outubro do ano passado, transformou a entrada da cidade em palco de atropelamento, sequestro improvisado e ciúmes em alta velocidade, resolveu que a história ainda não tinha acabado. Mesmo com medida protetiva em vigor, decidiu reaparecer na vida da ex-esposa, como quem ignora o último capítulo e exige uma continuação forçada.

     Relembrando o episódio que viralizou: era cedo, por volta das 6h20, quando o cidadão estacionou estrategicamente próximo à torre de entrada da cidade. Minutos depois, uma motocicleta se aproximou. O roteiro todo mundo já conhece: carro corta a frente, moto no chão, condutor estendido, ex-mulher carregada para dentro do automóvel e fuga digna de filme B. O motociclista ficou para trás, o SAMU entrou em cena e a cidade ganhou uma história para contar por anos. Após o “sequestro relâmpago”, a mulher foi deixada na casa da irmã, registrou ocorrência e recebeu medida protetiva, conforme manda a Lei Maria da Penha — aquela parte da legislação que claramente não entrou no radar do protagonista.

     Agora "corta" para o presente: no último dia 3, o ex-marido resolveu testar novamente os limites da paciência alheia e da Justiça, aproximando-se da residência da vítima. Resultado: a polícia foi acionada, o figurino de vilão cansou e, nesta sexta-feira (09), o homem foi preso em casa, sem trilha sonora dramática nem cena de fuga.

     Depois de ouvido na Delegacia de Polícia de Carlos Barbosa, o agora ex-motorista de cenas absurdas foi encaminhado ao Presídio Estadual de Bento Gonçalves. Fim de temporada, ao menos por enquanto.

     Moral da história: quando a realidade insiste em superar a ficção, a Justiça entra no roteiro para lembrar que certos “personagens” não ganham reprise — ganham algemas.

Clique e Leia como iniciou a história




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