Acidente com ônibus da UFSM em Imigrante completa 1 ano
Um ano após uma das maiores tragédias rodoviárias envolvendo estudantes no Rio Grande do Sul, o acidente com um ônibus da Universidade Federal de Santa Maria segue vivo na memória de familiares, colegas e da comunidade do Vale do Taquari. Nesta semana, a instituição inaugurou um memorial permanente em homenagem às vítimas, marcando um momento de luto, respeito e reflexão.
O acidente ocorreu em 4 de abril de 2025, no município de Imigrante, durante uma viagem acadêmica. O ônibus transportava professores e estudantes do curso de Paisagismo que se deslocavam para uma visita técnica ao Cactário Horst, ponto turístico da região. Em um trecho de descida com curvas sinuosas, o veículo saiu da pista e despencou em uma ribanceira, provocando uma cena de destruição que mobilizou equipes de resgate e chocou o Estado.
Sete pessoas morreram no local ou após o atendimento, enquanto outras 26 ficaram feridas, algumas em estado gravíssimo. As vítimas fatais foram identificadas como Janaína Finkler, Dilvani Hoch, Elizeth Fauth Vargas, Fátima Eliane Riquel Copatti, Flávia Marcuzzo Dotto, Marisete Maurer e Paulo Victor Estefanoi Antunes.
O resgate envolveu uma grande operação com equipes de diferentes municípios da região. Os feridos foram encaminhados para hospitais de Teutônia, Estrela e Lajeado. A gravidade da ocorrência exigiu atendimento emergencial coordenado, evidenciando a dimensão do desastre. As causas do acidente foram alvo de investigação pela Polícia Civil e pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), que realizaram análises técnicas no local, incluindo a dinâmica da queda, as condições da via e do veículo.
A inauguração do memorial na UFSM representa mais do que uma homenagem simbólica: é um espaço de memória permanente para que a tragédia não seja esquecida. O local foi criado para preservar a história das vítimas e oferecer um ponto de reflexão para a comunidade acadêmica, que foi profundamente impactada pelo acidente. Mesmo após um ano, o episódio continua gerando comoção. O acidente não apenas interrompeu vidas, mas também deixou cicatrizes emocionais em colegas, professores, familiares e na própria universidade.
